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Casa de Câmara e Cadeia de Florianópolis tem novo prazo de entrega: julho de 2018

Com dois anos de atraso, obra foi paralisada em 2016 e ficou abandonada nove meses. Estragos provocados por invasores, os furtos e descobertas, fizeram a obra passar de R$ 5,9 mi para R$ 7,5 mi

Michael Gonçalves
Florianópolis
03/05/2018 às 21H36

A restauração da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Florianópolis, que será a sede do Museu da Cidade, tem um novo prazo de entrega. A reforma, que começou em setembro de 2014 e estava prevista para acabar em março de 2016, deve terminar na primeira quinzena de julho de 2018, segundo o secretário de Cultura, Esporte e Juventude da Capital, Márcio Luiz Alves. Com mais de dois anos de atraso, a obra foi paralisada em 2016 e ficou abandonada durante nove meses. Os estragos provocados por invasores, principalmente usuários de drogas, e pelos furtos, além de outras descobertas, fizeram o custo da restauração passar de R$ 5,9 milhões para R$ 7,5 milhões. O Sesc (Serviço Social do Comércio), que venceu a licitação por R$ 9 milhões para criar o museu, será o responsável pelo espaço.

Operários trabalham na parte interna do prédio histórico, construído entre os anos de 1771 e 1780 - Daniel Queiroz/ND
Operários trabalham na parte interna do prédio histórico, construído entre os anos de 1771 e 1780 - Daniel Queiroz/ND


Para o secretário, a restauração de um patrimônio histórico é uma obra diferente. “Fomos obrigados a fazer um aditivo para refazer a fiação elétrica, que foi furtada durante a paralisação da obra. Em função disso, a obra recomeçou efetivamente somente a partir de outubro de 2017, quando a empresa destinou mais funcionários. O período chuvoso também atrapalhou, em função da construção do anexo. Também descobrimos a pintura original, que estava sob nove camadas de tintas, provavelmente, de outras restaurações”, argumentou.

Além da reforma da antiga Casa de Câmara e Cadeia, a obra também consiste na construção de um anexo atrás da edificação. O ojetivo do anexo é oferecer acessibilidade ao prédio histórico por meio de um elevador e de um acesso lateral. Essa construção, com cerca de 200 m², também abrigará a administração, os banheiros e uma cafeteria. Conforme o secretário, a obra tem cerca de 70% dos recursos financiados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e o restante pelo poder público municipal.

O engenheiro da empresa responsável pela restauração, Leonardo Delagnelo, disse que o prédio será pintado novamente, por dentro e por fora. “Estamos acertando pequenos detalhes da Casa de Câmara, mas os trabalhos estão concentrados no anexo. Ainda estamos trabalhando na impermeabilização do telhado e a chuva atrapalha o serviço”, disse.

Atraso prejudica cronograma do Sesc

O contrato de concessão por 20 anos do prédio histórico foi assinado no dia 14 de abril de 2015 por representantes da prefeitura e do Sesc. Mais de três anos depois, a instituição segue à espera da restauração da Casa de Câmara para instalar o Museu da Cidade. “Estamos ansiosos, gostaríamos de abrir o museu o quanto antes, pois será um equipamento cultural fundamental para a cidade”, disse Maria Teresa Picoli, gerente de cultura do Sesc.

Restauração da Casa de Câmera e Cadeia chega a R$ 7,5 milhões - Daniel Queiroz/ND
Restauração da Casa de Câmera e Cadeia chega a R$ 7,5 milhões - Daniel Queiroz/ND


Conforme Maria Teresa, nesse período de espera o Sesc já fez os planos museológico e museográfico e as pesquisas de acervo. “Nesse tempo trabalhamos com a comissão de implantação do museu, vendo o que podemos colocar lá, o acervo físico, que é muito importante”, informou.

A demora na conclusão da restauração da Casa de Câmera prejudica o cronograma do Sesc. “Temos uma doação de um grande acervo de peças, mas não podemos receber porque não há onde acomodá-las”, contou.

As licitações para compra de mobiliários e equipamentos estão prontas, mas só serão lançadas após o término da obra. Maria Teresa diz que não há como prever um prazo para abertura do museu. “Temos que receber o prédio, para daí lançar as licitações, contratar pessoal...”, finalizou.

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