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Carro elétrico construído em Palhoça é alternativa para mobilidade urbana

Com autonomia mínima de 100 quilômetros, o Li tem baterias de íons de Lítio e baixo custo se comparado aos concorrentes

Marcos Horostecki
Palhoça
03/11/2017 às 23H11

Nas ruas ele chama atenção. É pequeno, ágil e leve. Com R$ 5,00 está com o tanque cheio e cabe certinho naquela vaga apertada que sobrou no estacionamento. Sonho de futuro? Sim, mas um futuro não tão distante. O Li, nome que surgiu do diminutivo de lítio, o elemento base das suas baterias, está sendo construído em uma incubadora industrial em Palhoça e pode ser considerado o futuro da mobilidade urbana. O carro tem baixo custo se comparado a outros veículos elétricos do mercado (Deve custar cerca de R$ 60 mil), se encaixa perfeitamente no dia a dia de uma família média e ainda pode ser carregado em uma tomada de energia elétrica comum.

O Li na versão para condomínios não tem as portas, mas o desenho é o mesmo do modelo urbano - Daniel Queiroz/ND
O Li na versão para condomínios não tem as portas, mas o desenho é o mesmo do modelo urbano - Daniel Queiroz/ND


A estreia do Li foi em grande estilo. Foi apresentado na Campus Party, o maior evento de tecnologia do Brasil. Os criadores da Mobilis, a empresa responsável pelo simpático carrinho, estão otimistas e esperam vender, em breve, as primeiras unidades, ainda que seja para o chamado mercado de vizinhança, formado por clubes, condomínios e empresas. Segundo o engenheiro mecânico e sócio da empresa, Mahatma Marostica, o processo de homologação no Detran (Departamento Nacional de Trânsito) já está em curso. Com isso, em até um ano a versão de rua poderá ser emplacada e vendida no varejo.

O primeiro carro elétrico 100% catarinense foi pensado do zero, mas levando em conta as tendências do mercado. “Mais de trinta veículos foram estudados, alguns de referência como o J2 da Jac Motors, o QQ, da Chery e o Smart Fortwo, da BMW”, revela. A tecnologia das baterias veio da China e permite um mínimo de 100 quilômetros com cerca de 1 hora de carga. “Podemos atingir uma autonomia de 400 quilômetros, dependendo da configuração e quantidade de baterias”, acrescenta.

A versão para uso em condomínios e clubes vem com um limitador de velocidade em 40 km/h. O Li urbano, no entanto, chegará à 90 km/h para que possa transitar em vias expressas com segurança. A configuração base é para duas pessoas, podendo levar mais duas no modelo para condomínios. Há, no entanto, um bom espaço para bagagens e até para fazer pequenas entregas.

Conectado como o mercado exige

Thiago, Mahatma e outras quinze pessoas trabalham há três anos no projeto - Daniel Queiroz/ND
Thiago, Mahatma e outras quinze pessoas trabalham há três anos no projeto - Daniel Queiroz/ND


Além da tecnologia das baterias de Ions de lítio e do motor elétrico que não emite nenhum som, o Li é um carro conectado como o consumidor atual deseja. Aplicativos instalados numa central que fica sobre o painel podem dizer, em tempo real, a um frotista, por exemplo, onde o carro está, que velocidade está rodando e seu nível de bateria.

Também é possível o uso de aplicativos tradicionais de deslocamento. No para-brisas, um pequeno mostrador projeta a velocidade de trânsito. No centro do carro está o sistema que permite o acionamento a partir de um cartão magnético e as informações básicas: para frente, para trás, setas, parada e alerta de manutenção.

Como as demais montadoras, a Mobilis também aproveita peças automotivas produzidas em escala e que são comuns a todos os carros, como rodas, sistemas de freios, bancos, pedais e cintos de segurança. “Isso facilita a oferta de peças, mas não usamos nada no design que pudesse lembrar outros carros”, completa.

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