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Carnaval com menos danos ao patrimônio e ocorrências policiais em Florianópolis

Mercado Público sofre com vandalismo e pichações. Já o número de ônibus depredados diminuiu de 32 para quatro, em comparação ao passado, segundo o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Marcelo Pontes

Michael Gonçalves
Florianópolis
14/02/2018 às 21H03

Depois de cinco dias fechada em função do Carnaval, a Praça 15 de Novembro, no Centro de Florianópolis, foi reaberta para o público na terça-feira (13) e nesta quarta-feira (14) o prefeito Gean Loureiro (PMDB) comemorou a preservação do mobiliário urbano e do patrimônio histórico. Uma programação cultural marcou a solenidade que contou com a presença do diretor presidente do grupo Koerich, Antônio Koerich, que é adotante da praça. Em compensação, o Mercado Público sofreu com o vandalismo e pichações. Já o número de ônibus depredados diminuiu de 32 para quatro, em comparação ao passado, segundo o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Marcelo Pontes.

Cercamento da Praça 15, que preservou o oocal, agradou às amigas Roberta Ramires (à dir.) e Milena Neves - Flávio Tin/ND
Cercamento da Praça 15, que preservou o oocal, agradou às amigas Roberta Ramires (à dir.) e Milena Neves - Flávio Tin/ND



O prefeito não descartou a possibilidade de voltar a fechar a praça no próximo ano. “Nosso desejo não é o de impedir o livre acesso das mais de 160 mil pessoas que passaram pelo Centro, mas historicamente a praça era um local que ficava destruído após o Carnaval. Teve ano que a praça não conseguiu ser recuperada até a procissão de Nosso Senhor dos Passos. Vamos estudar e avaliar a necessidade de voltar a tomar esse tipo de decisão”, disse o prefeito.

Para proteger as diferentes espécies de plantas e árvores, além dos bustos de várias personalidades catarinenses e o piso petit-pavé, a prefeitura cercou a praça com tapumes metálicos. As jovens Roberta Ramires, 25, e Melina Neves, 24, foram favoráveis ao fechamento. “Agora conseguimos sentar na praça sem o cheiro de urina e sem o risco de pisar em outros dejetos. Foi uma ótima iniciativa de preservar o espaço público”, afirmou Roberta.

Outra notícia positiva foi a redução de lixo recolhido pela Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) e do vandalismo contras as lixeiras. Segundo o presidente Carlos Martins, o Carlão, da Comcap, 56 toneladas de resíduos foram coletados no Centro, 17 toneladas a menos do que em 2017. “Os foliões estão mais conscientes e quem ganha é a coletividade. Quase não tivemos registros de vandalismo”, comentou o Carlão.

Durante o período em que a praça esteve fechada, a Floram (Fundação Meio Ambiente) fez uma manutenção nos jardins.

 

Mercado Público é pichado e vandalizado

Com a Praça 15 protegida, os vândalos aproveitaram para atacar o Mercado Público. Segundo o gerente do mercado, Peterson da Rosa, a construção foi pichada na lateral do Largo da Alfândega e dois toldos foram destruídos. “Os danos foram registrados de domingo para segunda, mas foram poucos em relação aos outros anos. Vamos acionar a empresa que faz a manutenção para realizar as melhorias”, afirmou o gerente.

O comerciante Aldonei de Brito, 52, mantém a loja da família no Mercado Público há mais de quatro décadas. Ele lembrou que no Carnaval passado 10 toldos foram vandalizados. “Tivemos uma redução no vandalismo, mas senti falta do caminhão hidrojato da Comcap para lavar as ruas”, cobrou Brito.

O presidente da Comcap, Carlos Martins, o Carlão, informou que a equipe de limpeza vai retomar os trabalhos com o fim do Carnaval. “Não tinha cabimento lavar as ruas durante o período de festas. Com o fim da festa, a nossa equipe voltará a lavar as ruas do Centro”, prometeu.

Mercado Público é pichado e vandalizado - Daniel Queiro/ND
Mercado Público é pichado e vandalizado - Daniel Queiro/ND

Para o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Marcelo Pontes, as ocorrências foram mínimas. Ele disse que algumas brigas e poucos furtos foram as ocorrências mais graves. Diferente dos últimos anos, não houve mortes e nem tentativas de homicídios relacionadas ao Carnaval.

Segundo o comandante, 32 ônibus foram depredados em 2017, contra quatro neste ano. “Acredito que a estratégia policial adotada contribuiu para a redução das ocorrências e os danos ao patrimônio. Além disso, o horário reduzido do término das festas também ajudou, assim como a escolha das apresentações musicais”, avaliou Pontes.

Alguns canteiros de flores, como na Rua Tenente Silveira, não resistiram a multidão dos blocos de sujo.

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