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Candidaturas de Marina, Alckmin, Dias, Lula e Amoêdo a presidente são oficializadas

Lula, que está preso em Curitiba, no Paraná, teve candidatura oficializada pelo PT

Folha de São Paulo
Brasília (DF), São Paulo (SP) e Curitiba (PR)
05/08/2018 às 16H01

BRASÍLIA, DF, SÃO PAULO, SP, E CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - As candidaturas presidenciais de Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Álvaro Dias (Podemos) foram formalizadas em convenções partidárias na manhã deste sábado (4). Lula, que está preso em Curitiba (PR), também teve candidatura oficializada pelo PT. Pelo Novo, João Amoêdo é o candidato do partido.

Candidatura de Marina Silva foi confirmada neste sábado, na primeira Convenção Nacional da Rede Sustentabilidade - Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag Brasil
Candidatura de Marina Silva foi confirmada neste sábado, na primeira Convenção Nacional da Rede Sustentabilidade - Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag Brasil


Em Brasília, a Rede confirmou a candidatura de Marina pela terceira vez. A ex-senadora já disputou a Presidência em 2010 e 2014.

Batizada de "Unidos para Transformar o Brasil", a chapa é composta por Marina e o ex-deputado federal Eduardo Jorge (PV).

O evento contou com a presença de políticos e militantes como o ator Marcos Palmeira, mestre de cerimônias.

Após duas horas de espera por caravanas de apoiadores de lugares como São Paulo e Mato Grosso, Marina e seu vice saíram do camarim para o palco sob aplausos. Simpatizantes com camisetas verdes, laranjas e amarelas se organizaram nas arquibancadas.

Um grupo de mulheres puxou a presidenciável e o vice para o palco para dançar ao som de "Mulher Rendeira". Seguiram-se performances e danças variadas.

Além de Eduardo Jorge, o presidente do PV, José Luiz Penna, compareceu à convenção. Penna, que é ligado ao pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB), foi vencido pelo grupo que defendia o apoio à ex-senadora, e, até ontem, não era presença certa no evento.

A presidenciável fez gracejo também com a aparição de um tucano na entrada do local da convenção. Ela disse que a presença do pássaro foi uma homenagem.

"Os tucanos de verdade sabem quem ainda está comprometido com a social-democracia", afirmou ela, em alfinetada ao PSDB do adversário Geraldo Alckmin.

Em Brasília, PSDB lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República - José Cruz Agencia Brasil
Em Brasília, PSDB lança Geraldo Alckmin como seu candidato à Presidência da República - José Cruz Agencia Brasil


Também em Brasília, Alckmin foi oficializado ao lado de sua candidata a vice, senadora Ana Amélia (PP-RS).

Ele teve sua candidatura homologada por 288 votos a favor, uma abstenção e um voto contra após conquistar apoio do centrão (DEM, PP, PR, PRB e SD) e de PSD, PTB e PPS, maior arco de aliança entre os presidenciáveis.

Até chegar no ato deste sábado, o tucano teve que enfrentar meses de crise partidária e desempenho decepcionante em pesquisas.

Lidou com a pressão de correligionários para substituí-lo, o deboche de adversários à esquerda e à direita e o desânimo de sua própria equipe.

Agora, tem 40% do tempo de televisão e capilaridade partidária, o que reverteu o clima de abatimento que assombrava seu entorno.

Mas Alckmin agora tem outra dificuldade: o peso da aliança com partidos conhecidos pelo fisiologismo e lideranças envolvidas em diversos esquemas de corrupção.

Em Curitiba, com homenagens à Operação Lava Jato e à "República de Curitiba", o candidato do Podemos à Presidência da República, senador Álvaro Dias, anunciou em convenção nacional que, caso eleito, convidará o juiz Sergio Moro para comandar o Ministério da Justiça.

"[Moro] é o símbolo da esperança do povo de reabilitar as instituições públicas destruídas pela incompetência e corrupção", afirmou.

A convenção aconteceu na manhã deste sábado (4), em Curitiba (PR), com o apoio dos nanicos PSC, do vice Paulo Rabello de Castro, e PRP.

"Não anunciaria ninguém antecipadamente para compor nosso governo, mas queria prestar homenagem à República de Curitiba, onde nasce uma nova justiça no país", discursou o senador.

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