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Candidatos ao cargo de reitor da Ufsc fazem último debate antes da eleição

Consulta pública será realizada no próximo dia 28 de março; debate contou com manifestação e posicionamento marcado pelos candidatos

Fábio Bispo
Florianópolis
22/03/2018 às 21H20

A menos de uma semana da consulta pública para escolha do novo reitor da Ufsc (Universidade Federal de Santa Catarina), os professores Edson Roberto De Pieri, Irineu Manoel de Souza e Ubaldo Cesar Balthazar voltaram a debater propostas para a instituição, que vive uma das piores crises. O encontro realizado pela Comissão Eleitoral na tarde desta quinta-feira (22), no auditório Garapuvu, foi o terceiro e último previsto pelo calendário eleitoral. A consulta que envolve quase 40 mil pessoas aptas a votar será realizada, em primeiro turno no dia 28 de março. Caso haja segundo turno, estudantes, docentes e técnicos voltam às urnas em 11 de abril.

Debate na UFSC - Hermínio Nunes/Divulgação/ND
Debate na UFSC - Hermínio Nunes/Divulgação/ND

Mas antes mesmo de usarem a palavra, os candidatos foram surpreendidos por uma manifestação de estudantes que cobraram melhores condições e ampliação da moradia estudantil.

Os candidatos reponderam perguntas da comunidade acadêmica, assuntos elencados pela Comissão Eleitoral e fizeram perguntas entre si. Os assuntos mais recorrentes foram autonomia da universidade, segurança no campus, Ensino a Distância e Restaurante Universitário.

A consulta pública na comunidade acadêmica vai indicar a ordem dos nomes que serão encaminhados para sansão do Ministério da Educação. Como forma de demonstrarem que não aceitariam outra indicação que não fosse a das urnas, os três candidatos se comprometeram a só aceitarem a homologação como reitor caso fossem o primeiro da lista tríplice.

A eleição da Ufsc só vale para escolha do cargo de reitor, atualmente ocupado de forma pro tempore pelo professor Ubaldo Balthazar, escolhido pelo Conselho Universitário após a morte de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, e tem vigência entre 2018 e 2022. Já a vice-reitora, professora Alacoque Lorenzini Erdmann, permanece no posto até maio 2020.

O futuro reitor terá como desafio buscar meios para superar a pior crise que a instituição já viveu em seus 57 anos de história. Ainda abalada pelos efeitos da Operação Ouvidos Moucos, que investiga suspeitas de desvios de verbas públicas no Ensino a Distância por meio das fundações de apoio, a universidade terá que apontar as providências que tomará para demonstrar mais transparência em seus atos e eliminar as suspeitas que ainda rondam o campus sede, em Florianópolis.

A menos de uma semana da consulta pública para escolha do novo reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), os professores Edson Roberto De Pieri, Irineu Manoel de Souza e Ubaldo Cesar Balthazar voltaram a debater propostas para a instituição, que vive uma das piores crises. O encontro realizado pela Comissão Eleitoral na tarde de ontem, no Auditório Garapuvu, foi o terceiro e último previsto pelo calendário eleitoral. A consulta que envolve quase 40 mil pessoas aptas a votar será realizada, em primeiro turno, na próxima quarta-feira. Caso haja segundo turno, estudantes, docentes e técnicos voltarão às urnas em 11 de abril.

Mas antes mesmo de usarem a palavra, os candidatos foram surpreendidos por uma manifestação de estudantes. Eles cobraram melhores condições e ampliação da moradia estudantil.

Os candidatos reponderam perguntas da comunidade acadêmica, assuntos elencados pela Comissão Eleitoral e fizeram perguntas uns aos outros. Os assuntos mais recorrentes foram autonomia da universidade, segurança no campus, EaD (ensino a distância) e Restaurante Universitário.

A eleição indicará a ordem dos nomes que serão encaminhados para sanção do Ministério da Educação. Como forma de demonstrarem que não aceitariam outra indicação que não fosse a das urnas, os três candidatos se comprometeram a só aceitar a homologação como reitor caso fossem o primeiro da lista tríplice.

Esta eleição só vale para escolha do cargo de reitor, atualmente ocupado de forma temporária pelo professor Ubaldo Balthazar, escolhido pelo Conselho Universitário após a morte de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, e tem vigência entre 2018 e 2022. Já a vice-reitora, professora Alacoque Lorenzini Erdmann, permanece no posto até maio 2020.

O futuro reitor terá como desafio buscar meios para superar a pior crise que a instituição já viveu em seus 57 anos de história. Ainda abalada pelos efeitos da Operação Ouvidos Moucos, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de desvios de verbas públicas no EaD por meio das fundações de apoio, a universidade terá que apontar as providências que tomará para demonstrar mais transparência em seus atos e eliminar as suspeitas que ainda rondam o campus sede, em Florianópolis.

“Polícia na universidade, só com vestibular”, Ubaldo Cesar Balthazar – chapa 52

“Sou professor há 40 anos nessa universidade, ocupei todos os cargos administrativos no âmbito do CCJ (Centro de Ciências Jurídicas), construí minha vida dentro da universidade, por isso eu me sinto em perfeitas condições de exercer o cargo de reitor pelos próximos quatro anos. Tenho experiência e idade não me falta. Nós não precisamos de um gestor, precisamos de um líder. Líder é aquele que deixa o pessoal trabalhar, fazendo o que sabe fazer.

Eu diria inclusive que depois dos dois primeiros meses como pro tempore eu já estava vendo que haveria condições reais de continuar quatro anos. As circustâncias mudaram e como Foucault diz, ‘quem pensa, muda’.

Segurança: É ingenuidade acharmos que acabaremos completamente com a violência no campus, mas temos conseguido muitos avanços. E claro que nossa segurança tem limites. Eu sou a favor do diálogo e a polícia será acionada sempre que preciso. Até para desmistificar o que disse no noutro debate, em que citei que polícia na universidade só com vestibular”. 

“Vamos lutar para termos um orçamento participativo”, Irineu Manoel de Souza  - chapa 80

“Eu tive toda uma formação acadêmica pensando na gestão de uma universidade federal, sempre preocupado com a complexidade que é uma universidade. Fui diretor do Departamento de Administração Escolar, diretor de Recursos Humanos. Atualmente sou diretor do Centro Sócioeconômico. É única candidatura que teve coragem de chamar todos para a discussão de um programa que representa a síntese da universidade.

Vamos lutar para termos um orçamento participativo para formar o orçamento e aplicar os recursos. Nesse sentido, o princípio da transparência será central na nossa administração. É isso que nos possibilitará os fundamentos da autonomia universitária.

Fundações: Os recursos públicos deverão ser depositados na conta única da universidade. A UFSC tem departamento de compra, de licitação, de finanças de contrato, temos todas as condições de administrar os recursos públicos repassados às fundações, que hoje na maioria administram recursos públicos nos projetos desenvolvidos”. 

“As outras candidaturas têm viés muito ideológico”, Edson Roberto De Pieri, chapa 57

“Tenho uma visão de universidade bastante acadêmica, de uma universidade inclusiva, que dialogue e que tenha transparência. E tenho também toda uma vida dedicada àquilo que nós fazemos na UFSC, que é o ensino de qualidade, a pesquisa, extensão e a pós-graduação. Desde de que entrei na universidade atuei na pesquisa com organismos nacionais e internacionais. Ou seja, o reitor tem que dar essa visão e esse exemplo de como deve ser a relação da universidade com os órgãos financiadores, com nossos parceiros, e a gestão do maior centro da nossa universidade me dá essa segurança.

Sou o candidato da mudança. As outras duas candidaturas têm viés muito ideológico, com viés de grupos de poder que agem na universidade e que a veem como um partido político ou como um sidicato.

Ensino a distância: O ensino a distância precisa ser institucionalizado. Temos problemas sérios. Como não foi dada uma sequência institucional de esclarecimento ao que ocorre, estamos com problemas de recursos para atender cerca de 1.700 alunos. Como é algo que já dura muito tempo, a minha proposta é a institucionalização”.

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