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Candidato a governo de Santa Catarina, Comandante Moisés é sabatinado na Record News

Entrevistado falou sobre temas como educação, segurança, privatizações e enxugamento do Estado

Andréa da Luz
Florianópolis
29/08/2018 às 23H12

O candidato a governador de Santa Catarina pelo PSL (Partido Social Liberal), Carlos Moisés da Silva, ou Comandante Moisés, foi sabatinado nesta quarta-feira (29), em entrevista ao Jornal do Continente, da Record News.  Natural de Florianópolis, Moisés é coronel da reserva do Corpo de Bombeiros e atuou durante muito tempo no Sul do Estado. Também é advogado e, pela primeira vez, candidato a um cargo político.

Comandante Moisés em sabatina na Ric TV - Marco Santiago
Comandante Moisés em sabatina na Ric TV - Marco Santiago

A sabatina foi conduzda pelo jornalista e apresentador do Jornal do Continente, Alexandre Mendonça; pela apresentadora do programa Educação e Cidadania, Maria Odete Olsen; e pelo colunista do jornal Notícias do Dia, jornalista Fábio Gadotti.

Entre as propostas do candidato estão a redução da máquina pública, com o enxugamento de cargos comissionados, a diminuição no número de Agências de Desenvolvimento Regional e a revisão do número de prédios alugados pelo Estado. "Será feita uma revisão dos gastos para economizar. O servidor de carreira precisa ser valorizado e o que acontece normalmente é que são contrariados por questões políticas que acabam trazendo outras pessoas para os cargos de confiança", afirmou.

O corte nos gastos, segundo o candidato, poderia proporcionar uma melhor gestão dos recursos, aplicando o dinheiro em áreas primordiais, como a educação, por exemplo. "O professor tem que ser valorizado não só na questão salarial como também na forma como ele é aproveitado nas escolas. Ele pode ter um número menor de alunos, mas atuar em tempo integral, realizando vários projetos que permitam exercer sua criatividade".

Moisés também citou o problema da queda no número de alunos que entram no Ensino Médio a cada ano. Para ele, a manutenção desses alunos nas escolas é um desafio porque a taxa de evasão é grande e as escolas acabam ficando subutilizadas. "A educação precisa de um diagnóstico transversal para levantar as principais necessidades".

Questionado sobre a possibilidade de aumentar os impostos para elevar a arrecadação do Estado, Moisés disse que o catarinense já paga taxas demais. "Esse é um projeto para todo o Brasil. Não queremos aumentar os impostos, mas redistribuí-los. O dinheiro precisa ir para onde as pessoas moram e elas moram nos municípios, mas 70% dos recursos ficam nas mãos do governo federal", avalia.

Outra questão abordada foram as privatizações de rodovias e de estatais, como Casan ou Celesc. O candidato se mostrou favorável às privatizações e às parcerias público-privadas em áreas que o Estado não deveria deter. "As parcerias são aplicáveis em quase todas as tarefas, exceto aquelas que são de competência essencial do Estado, como saúde, educação e segurança". "Sempre fui defensor do publicismo, mas hoje sou muito mais privatista porque o Estado tem sido derrotado ano após ano na tentativa de assumir tudo. Rodovias podem ser privatizadas, mas nenhuma empresa ou segmento deve ser entregue a qualquer custo. Se a gestão for boa, não importa muito se é pública ou privada", disse.

Já em relação à segurança, Moisés afirmou que a situação preocupa porque estamos nos acostumando com as mortes, a violência e a falta de segurança. "Não temos segurança jurídica para investir e nem para viver. Mas não se faz uma política de segurança sem dinheiro; é necessário treinar a polícia, aumentar o efetivo que está defasado e assim poderemos ter maior presença nos bairros". Para o candidato, se o enxugamento da máquina pública tivesse sido feito há mais tempo haveria uma folga no Orçamento e já teria sido possível aumentar o efetivo dos bombeiros, IGP, polícias civil e militar. "É uma conta simples, que se faz em casa, para determinar onde vai colocar o dinheiro".

Ele defendeu a construção de unidades prisionais mais modernas, em que os detentos possam trabalhar e, mais uma vez, citou a possibilidade de privatizações para que isso se torne possível. Moisés acredita também ser necessário um plano nacional para combater as facções criminosas. "O crime organizado está ligado ao narcotráfico e para combatê-lo é preciso estabelecer políticas de fronteiras e viabilizar o uso da tecnologia da informação na inteligência das cidades. "Quando o sitema prisional é bem-feito, o preso entra e tem que trabalhar, não tem tempo para comandar ações criminosas", defendeu.

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