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Candidata da Rede ao senado, Miriam Prochnow defende pautas ambientalistas

Entre as propostas estão o uso de energias limpas em Santa Catarina e a implantação de um sistema ferroviário

Redação ND
FLORIANOPOLIS
03/09/2018 às 22H32

Candidata ao senado pela Rede, a pedagoga e ambientalista Miriam Prochnow, 53 anos, foi a entrevistada de ontem do Balanço Geral News. Com uma trajetória de 30 anos focada na causa socioambiental, Miriam disputa uma eleição pela segunda vez. Em 2010, tentou o cargo de deputada federal pelo PV.

A candidata apresentou principalmente duas propostas que pretende focar caso seja eleita. A primeira é defender políticas públicas e incentivo econômico para mudar a matriz energética para energias limpas e livres de carbono em Santa Catarina. “Temos pequenas propriedades em todo Estado que têm granjas de frango, de suíno, e telhados à vontade que poderiam estar cheios de painéis solares. Hoje não temos incentivo para isso. Com um projeto de lei voltado para isso pode fazer com que nossos pequenos agricultores não sejam apenas produtores de alimento, mas também de energia, e isso vai trazer geração de emprego e renda”, afirma ela.

Candidata ao Senado Miriam Prochnow  - Reprodução/ND
Candidata ao Senado Miriam Prochnow - Reprodução/ND

Candidata ao Senado Miriam Prochnow  - Reprodução/ND
Candidata ao Senado Miriam Prochnow - Reprodução/ND


Outra proposta é a implantação do modal ferroviário no Estado. Segundo Miriam, nossas estradas estão sucateadas e é preciso investimentos pesados de infraestrutura. “Temos que batalhar para ter um sistema ferroviário no Estado. Não só uma linha, mas precisamos de ferrovias para cargas e também para pessoas. É possível também acrescentar outros modais. Em Florianópolis, por exemplo, poderia ter um modal marítimo”, diz ela.

Sobre a reforma trabalhista, Miriam acredita que é necessário fazer a revisão de pontos que prejudicam os direitos dos trabalhadores. Na previdência, ela diz ser favorável a uma reforma, mas não olhando apenas o lado de quem já é beneficiado. A Rede defende também uma ampla reforma política. Ela diz que é favorável à não reeleição de cargos para o Executivo e a possibilidade de apenas uma reeleição para o Legislativo. Caso seja eleita, afirma que abrirá mão de benefícios como auxílio-moradoia, verba paletó e também da aposentadoria como senadora. “Defendemos o fim do foro privilegiado, a criminalização do caixa 2 e a aplicação da Lei da Ficha Limpa para cargos de comissão”, diz ela.

Mas, para Miriam, a grande reforma política é o protagonismo das mulheres. “Esse é um dos grandes motivos de eu ser candidata. De querer falar com todas as mulheres de que é preciso fazer parte da política”, defende.  

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