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Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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Alta da inflação ameaça rentabilidade da caderneta de poupança

Sem poupança rentável, investidor precisa mudar foco para ganhar dinheiro

Danilo Duarte
Florianópolis


Quem usa a poupança como forma de obter rendimento pequeno, porém garantido, precisa rever sua escolha. Tida como a aplicação financeira mais popular do país, a caderneta de poupança levou uma surra da inflação no mês passado.

Segundo o levantamento da consultoria financeira Economática, o rendimento "real" da aplicação em novembro – já descontada a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do período – foi o pior desde março de 2003.

O IPCA, que reflete o custo de vida para famílias com renda máxima de 40 salários mínimos (R$ 20.400,00), teve uma variação de 0,83% em novembro, a maior taxa mensal desde abril de 2005. Já a poupança, no mesmo mês, teve um rendimento nominal de 0,53%.

No final das contas, o desempenho da poupança foi negativo em 0,29%. Desde 2003,  período que abrange 95 meses, a poupança "perdeu" para o IPCA em 20 oportunidades, conforme a pesquisa da consultoria. A pior taxa de retorno nesse período foi registrada em janeiro de 2003, quando o rendimento real dessa aplicação foi negativo em 1,23%.

Como exemplo, podemos afirmar que um depósito de R$ 1.000 em outubro se transformou, em novembro, em R$ 1.005,35. No entanto, a cesta básica, que em outubro deste ano valia R$ 1.000, no mês seguinte passou a custar R$ 1.008,30. Nessa hipótese, para comprar a mesma cesta básica em novembro, teria que desembolsar mais R$ 2,95 além dos R$ 1005,35 que acumulou na poupança.

A caderneta de poupança é a mais popular das formas de investimento por oferecer as duas características mais procuradas na economia brasileira: a segurança e a liquidez. A primeira é oferecida pelo Governo Federal, que obriga o mercado financeiro a honrar com a disponibilização do investimento inicial. A segunda característica significa que a retirada, isto é, o saque, possa ser feito a qualquer momento sem a exigência de pagar algum valor a título de multa.

Opções de investimento variam de acordo com perfil

Segundo o supervisor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), José Álvaro de Lima Cardoso, a falta de rentabilidade da poupança obriga o investidor a mudar o modo de investir seu dinheiro.

“Para saber onde investir, o primeiro passo é avaliar o perfil da pessoa”, ensina Cardoso. Caso seja alguém que deseja uma rentabilidade maior, a melhor indicação é o mercado de ações. No entanto, esta opção traz consigo a oscilação brusca. “Quem não acompanha o humor da bolsa de valores, pode perder dinheiro”, previne Cardoso.

Caso o investidor seja mais cauteloso e tenha paciência em esperar por um prazo definido para resgatar o aporte, a indicação do supervisor do Dieese são os pacotes de renda fixa, como os fundos de investimento, por exemplo. Neles, a retirada do capital sem perda de dinheiro só pode ser feita quando vencido o prazo acordado com a instituição administradora do fundo de investimento.

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