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Após roubo em shopping, PM sugere aumentar segurança para dificultar crimes violentos

Joalheria do Floripa Shopping já foi alvo de roubos pelo menos outras três vezes desde 2013; lotérica situada dentro do mesmo shopping também foi alvo de um grande roubo no ano passado

Andréa da Luz
Florianópolis
12/09/2018 às 19H35

A polícia continua procurando pelos cinco assaltantes que roubaram mercadorias de uma joalheria no Floripa Shopping na noite desta terça-feira (11), em Florianópolis.

Vídeo mostra assaltantes com armas longas em joalheria no Floripa Shopping - Reprodução
Vídeo mostra assaltantes com armas longas em joalheria no Floripa Shopping - Reprodução

Fortemente armado, o grupo entrou no estabelecimento por volta das 20h e fez dois reféns, os quais foram liberados no estacionamento, momentos antes de os criminosos fugirem em um Chevrolet Prisma. O veículo foi abandonado em uma rua próxima ao shopping, com um relógio dentro, e passará por perícia.

De acordo com o tenente-coronel Fernando André, comandante do 4º BPM (Batalhão da Polícia Militar), o shopping conta com equipamentos e pessoas para fazer a segurança. "Mas como em qualquer centro comercial que tenha movimentação de dinheiro, joalheria, lotéricas, acaba atraindo a atenção e o roubo acontece", afirma. "No entanto, sempre há a possibilidade de aumentar a segurança para inibir ou dificultar os roubos", explica o comandante do batalhão.

"Quem comete um roubo sempre procura o maior lucro possível, com o menor risco. Quando o lucro não é tão interessante e há grande risco de ser identificado ou pego, a tendência é que não aconteça o crime", diz. Dessa forma, opina o comandante, como não se pode tirar as mercadorias e dinheiro do local, a ideia é aumentar o risco para o criminoso, inibindo sua ação, mas a implantação de tecnologias mais avançadas tem um custo que os próprios estabelecimentos precisam avaliar.

Apesar de os bandidos estarem armados, não houve nenhuma pessoa gravemente ferida durante o assalto. O tenente-coronel lembra que é importante não reagir em situações como essa. "É importante manter a calma, atender o pedido de deitar no chão e não esboçar nenhuma reação ou fazer movimentos bruscos durante um assalto à mão armada. A entrada cautelosa dos policiais também tem como objetivo primordial preservar a vida das pessoas", esclarece.

Até o momento, apenas um relógio e poucas peças foram recuperados. O prejuízo total ainda está sendo contabilizado pela loja.

A joalheria teria fechado mais cedo, por volta das 16h30 desta quarta-feira (12), segundo informações de uma funcionária. O estabelecimento já foi assaltado pelo menos três vezes antes desse episódio: em 2013, 2015 e em dezembro do ano passado.

Uma lotérica situada dentro do mesmo shopping também foi alvo de um grande roubo, em outubro de 2017, quando dez homens armados com fuzis, escopetas e pistolas renderam funcionários e clientes, levando todo o dinheiro do caixa e os malotes dos carros-fortes que estavam no local no momento do assalto.

A reportagem contatou o Floripa Shopping, que não quis se manifestar em relação à questão de segurança do estabelecimento.

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