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Bombeiros estudam sinalizar praias que tiverem infestações de águas-vivas em SC

Somente no fim de semana, foram registrados 6.665 casos de queimaduras em banhistas envolvendo águas-vivas no litoral

Redação ND
Florianópolis
16/01/2017 às 11H58

O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina está avaliando a hipótese de colocar bandeiras de sinalização lilás em praias que tiverem infestações de águas-vivas no Litoral de Santa Catarina. A medida é avaliada após o grande número de ocorrências envolvendo queimaduras provocadas por esses animais aquáticos em banhistas.

As praias com proliferação de águas-vivas poderão receber sinalização - Flávio Tin/ND
As praias com proliferação de águas-vivas poderão receber sinalização - Flávio Tin/ND



Conforme a corporação, entre o sábado (14) e o domingo (15), foram registrados 6.665 ocorrências desse tipo ao longo do litoral de Santa Catarina, número considerado alto pela corporação. Um dos locais mais atingidos foi a praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, com mais de 270 vítimas atendidas somente no sábado.

“Não temos um censo desses seres que atacam. Inclusive, algumas dessas ocorrências são atendidas pelo helicóptero Arcanjo e conduzidas para o hospital, principalmente as vítimas que apresentam alergia muito forte, contraturas e edema de glote, que pode provocar até o bloqueio respiratório”, afirma o comandante da 1º Região do Corpo de Bombeiros, coronel bombeiro militar Cesar de Assumpção Nunes.

>> Salva-vidas registram 48 ocorrências de água-viva na Praia Mole, em Florianópolis

A possível sinalização nas praias com bandeiras na cor lilás será discutida em uma reunião na tarde desta segunda-feira (16). Na ocasião, os bombeiros também farão a avaliação dos primeiros dias da Operação Veraneio, que continua até março em todo o Estado.

As diferenças entre as águas-vas

Conforme os bombeiros, há duas espécies comuns na região: as medusas e as caravelas. A primeira é incolor, fica abaixo da superfície da água e provoca queimaduras mais leves. Já as caravelas, comuns em Palmas, ficam sobre a água, têm tons roxos e alaranjados e tentáculos que podem chegar a dois metros de comprimento. Estas, inclusive, trazem gravidade maior, pois sua toxina é mais prejudicial.

Após a queimadura, a recomendação é procurar imediatamente o posto de guarda-vidas, que pode tratar de queimaduras leves. Uma forma de tratar a região afetada é passar vinagre, que ajuda a remover as células venenosas. A vítima não deve esfregar a região atingida e nem passar água doce, pois pode fazer com que a estrutura deixada pela água-viva se rompa e libere mais toxina.

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