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Bombeiros acham nova ossada sob escombros de prédio que desabou em SP

Restos mortais indicam ser de um terceiro corpo que foi soterrado pelos escombros do edifício que desabou no centro de São Paulo

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
09/05/2018 às 16H49
Ossos estavam espalhados entre os destroços - BombeirosPMESP/Divulgação
Ossos estavam espalhados entre os destroços - BombeirosPMESP/Divulgação


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Corpo de Bombeiros localizou, no final da manhã desta quarta-feira (9), restos mortais que indicam ser de um terceiro corpo que foi soterrado pelos escombros do prédio Wilton Paes de Almeida, invasão de sem-teto que caiu após pegar fogo no centro da capital paulista no dia 1º.

Os ossos estavam espalhados entre os destroços. O IML (Instituto Médico Legal) recolheu a ossada para buscar a identificação dela com algum dos desaparecidos. Com nove dias de buscas, os bombeiros já localizaram o corpo de Ricardo Galvão, morador do prédio conhecido como “Tatuagem”, e de uma segunda vítima que aparenta ser de um homem, mas ainda não identificado.

Na tarde desta quarta, o número oficial de possíveis vítimas caiu para seis após a localização com vida de um dos desaparecidos. O ambulante Artur Héctor de Paula, 45, que morava no prédio, foi encontrado na casa de familiares em Minas Gerais, informou a Polícia Civil.

"O Artur está vivo. Está em Minas com a família", declarou o delegado seccional Marco Antônio de Paula Santos, chefe do inquérito sobre o incêndio. Artur foi considerado desaparecido após o depoimento de uma tia dele à polícia na segunda (7).

Com a confirmação, seguem desaparecidos as seguintes pessoas: a faxineira Eva Barbosa, 42, e o marido dela, Valmir de Souza Santos, Selma Almeida da Silva, 40, e seus filhos gêmeos, Wendel e Wender, 10, além de Francisco Lemos Dantas, 56.

Para os bombeiros, a região dos destroços onde os trabalhos estão concentrados neste momento é muito sensível. “Estamos no ponto crucial. Sabíamos que não haveria vítimas nos andares superiores, já que do 11º andar para cima ninguém morava. Acabamos de entrar nos [destroços dos] andares abaixo disso e vamos agir com cuidado para não causar danos", afirmou Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo.

>> Corpo de criança é localizado em escombros do prédio que desabou no centro de SP

Curto-circuito

Na semana passada, a polícia disse que, após ouvir uma testemunha, concluiu que um curto-circuito no quinto andar, provocado por excesso de aparelhos ligados em uma tomada, foi a causa do fogo no prédio.

Reportagem da Folha de S.Paulo desta quarta-feira (9) relevou que o combate às chamas no prédio foi dificultado pela falta de água em hidrantes da região central de São Paulo. Isso obrigou os bombeiros a adotarem uma espécie de racionamento no auge do combate ao incêndio, com a redução da potência de jatos das mangueiras direcionadas ao fogo.

A economia forçada de água ocorreu em uma estratégia para que as mangueiras não ficassem completamente secas enquanto os caminhões-pipa da corporação se revezavam em ação de apoio à operação. O prédio invadido pelos sem-teto tinha muito material inflamável, como papelão e madeira, e a retirada dos elevadores transformou os buracos em verdadeiras chaminés, que jogavam o calor para os andares superiores do prédio.

O desabamento provocou ainda a interdição de cinco imóveis em seu entorno, sendo quatro prédios e a igreja. Segundo a Defesa Civil, todos os bloqueios são totais e não há previsão de liberação. Não foi encontrado risco iminente de colapso em nenhum deles, mas eles seguem monitorados pelo órgão.

Um desses imóveis é o edifício Caracu, localizado na rua Antônio de Godói, que foi liberado para a entrada de moradores pela primeira vez na última sexta-feira (4). As pessoas puderam retirar pertences pessoais, como documentos e medicamentos, mas não puderam permanecer no local.

Também estão interditados a igreja, no número 34 da av. Rio Branco; um prédio, no largo do Paissandu, 132; e um edifício estreito da Antônio de Godói, que ficou com marcas das chamas em sua fachada. Essa última construção conta como duas interdições por ter duas numerações (8 e 26).

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