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Biguaçu corta gastos e fecha ano com economia de R$ 8 milhões

Município reduziu cargos comissionados e voltou a contratar funcionários com concurso público para atender demanda da população

Marcos Horostecki
Biguaçu
27/12/2017 às 10H11

A crise instalada a partir de 2015 fez com que boa parte dos municípios entrasse 2017 anunciando cortes e reformas administrativas. O plano de Biguaçu garantiu uma economia de mais de R$ 8 milhões, segundo revela o prefeito Ramon Wollinger (PSD). Foi com os cortes nas mais diversas áreas que a prefeitura conseguiu, por exemplo, garantir a realização de um mutirão para zerar a fila de exames médicos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Foram realizados mais de 98500 procedimentos.

Recuperação financeira permitiu novo financiamento junto ao Badesc - Martha Huff/Divulgação/ND
Recuperação financeira permitiu novo financiamento junto ao Badesc - Martha Huff/Divulgação/ND


“Nesse primeiro ano conseguimos realizar todo o planejamento orçamentário até 2020 e recuperamos a capacidade financeira da prefeitura. Isso foi possível com muita economia, corte de gastos e a profissionalização das licitações”, destacou o prefeito.
Na opinião de Wollinger a reforma administrativa e o corte de cargos comissionados chegaram a sobrecarregar algumas áreas, mas o esforço das equipes, aos poucos, foi preenchendo as lacunas. Somente a redução de cargos rendeu sozinha cerca de R$ 1 milhão em economia. “Conseguimos tornar a administração mais enxuta e eficiente. Somado a isso, neste ano convocamos 700 servidores efetivos do último concurso realizado em 2016, o que significa garantir mais qualidade no serviço oferecido à população”, complementou.

Mesmo com a casa arrumada, Wollinger mantém a defesa da redivisão das competências entre as esferas de governo, como fórmula para reduzir os problemas enfrentados pelas prefeituras. “O município continua a ser o primo pobre da federação. Muitas leis criadas se constituem em avanço, como a implantação de piso nacional de algumas categorias, mas o impacto financeiro é repassado para as prefeituras”, continuou.

Ano de 2018 terá programas de infraestrutura e atração de investimentos

Ao longo do próximo ano, segundo o prefeito, a intenção é trabalhar em duas frentes: uma para manter as obras de infraestrutura e outra para atração de empresas. “Neste ano pavimentamos mais de 30 ruas e acabamos de assinar um convênio com o Badesc no valor de R$ 5 milhões, garantindo o recurso para mais obras em 2018”, lembrou.

A meta de atração de novos negócios visa ampliar a oferta de vagas de emprego para a população. Segundo o prefeito, esse trabalho vem dando resultado e ganhará um novo impulso em 2018. “Acabamos de sancionar a lei complementar 139/2017 com uma série de incentivos, reduzindo alíquotas para atrair empresários que queiram investir em Biguaçu. Somado a isso vamos manter ações para resgatar a autoestima dos biguaçuenses, com melhorias e obras visando proporcionar mais qualidade de vida na cidade”, garantiu.

Wollinger ainda promete manter a pressão sobre a Arteris Litoral Sul e insistir na construção do quarto acesso ao Contorno Viário na região da Fazenda e Sorocaba, na área rural do município. “Com a nossa constante cobrança, os impactos da obra para a população diminuíram um pouco, mas precisamos ficar sempre em alerta”, completou.

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