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Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018
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Bicicletas fantasmas alertam sobre mortes no trânsito

Ciclistas se reúnem para protestar contra a insegurança no trânsito

Aline Torres
Florianópolis
Janine Turco/ND
Ciclistas foram até a SC-401 para protestar contra mortes e pedir ciclovias

 

Centenas de ciclistas se reuniram na pista de skate em frente ao Shopping Iguatemi, no bairro Trindade, em Florianópolis, para protestar contra a violência no trânsito. Em 2012, dois ciclistas morreram atropelados.

A bicicletada seguiu pela avenida Madre Benvenuta até o km 18 da SC 401, onde Emilio Delfino de Souza, 22, foi morto, no domingo (5). No local os manifestantes deitaram as bicicletas, fizeram uma oração e penduram no poste de luz uma bicicleta fantasma – pintada de branco – para protestar contra o atropelamento.

Daniel de Araújo Costa, presidente da Viaciclo (Associação de Ciclousuários da Grande Florianópolis), e um dos organizadores do evento, salienta que “andar de bicicleta não é perigoso. O risco são as infrações cometidas no trânsito”.

Uma das reclamações do grupo é a falta de fiscalização da Lei Seca – que estabelece um limite legal para o consumo de álcool. Os dois motoristas responsáveis pelos acidentes estavam embriagados. “Quando pedalava para cá, jovens jogaram uma garrafa de uísque pela janela do carro. Não há controle”, complementa Daniel.

Domingo (12) haverá uma nova concentração no trevo de Canasvieiras, para instalar a bicicleta fantasma em homenagem à segunda vítima do trânsito, o argentino Hector Galeano, 54. Ele foi atingido em janeiro, na ciclofaixa da SC 401, por um Peugeot 206 em alta velocidade, segundo a Polícia Militar Rodoviária.

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