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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Berbigão é liberado para consumo na Costeira do Ribeirão, Sul da Ilha, junto com a ostra

A Cidasc alerta que ainda está interditada a retirada, consumo e comercialização de mexilhões

Edson Rosa
Florianópolis

A liberação da extração e do consumo de berbigão, ou vôngole, do banco natural de cultivo da Costeira do Ribeirão, Sul de Florianópolis, é a novidade no mapa da maré vermelha que desde 24 de maio se espalha pela costa catarinense, de Palhoça a São Francisco do sul. O fim da interdição, nesta quinta (30) é resultado de dois testes negativos da análise da toxina diarreica  DSP para a espécie, confirmou  a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

Marco Dutra/Divulgação/ND

 

A novidade é o berbigão, mas na Costeira do Ribeirão também já estava liberado o consumo de ostras. A Cidasc alerta, no entanto, que continua interditada a retirada, o consumo e a comercialização de mexilhões, ou mariscos,  que novamente apresentaram resultado positivo nas últimas análises do Laboratório de Resíduos e Contaminantes de Recursos Pesqueriros/Laqua, do campus de Itajaí do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina).

Até o fim da tarde de quinta (30), apenas cinco áreas de cultivo de maricultura no litoral Santa Catarina estavam completamente livres da maré vermelha e desinterditadas para consumo de todos os moluscos bivalves produzidos – ostra, mexilhão, vieira e berbigão, todas na costa continental da baía sul – quatro em Palhoça e outra em São José, na Grande Florianópolis.

De acordo com os últimos resultados de análises laboratoriais, outras onze localidades seguem com áreas de cultivo de moluscos parcialmente interditadas, todas na Grande Florianópolis. Nestes pontos, são permitidos apenas coleta, consumo e comercialização de ostras, com manutenção da interdição para as demais espécies. O restante do litoral, de Governador Celso Ramos a São Francisco do Sul, permanece interditado pela presença da toxina diarreica DSP, nociva à saúde humana.

 

Entenda porque acontece a proibição

A toxina diarreica DST é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. A presença dela é conhecida em Santa Catarina, e por isso os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Cidasc em todas as áreas de cultivo do litoral.

Indicador universal da toxina, o mexilhão é a espécie mais suscetível à contaminação, e, por isso, a mais demorada para liberação. Baseado no método do Laboratório de Referência para Biotoxina da União Européia, a análise consiste em bioensaio com camundongos – o resultado é positivo quando morrem dois de três roedores testados em 24 horas, e negativo quando não ocorre morte.

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