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Beneficiários da tarifa social de Florianópolis farão recadastro no mês de aniversário

Novo prazo não vale para o cartão social de estudante. Usuários do cartão social que fizeram ou fazem aniversários nos meses de janeiro e de fevereiro devem realizar o recadastramento imediatamente

Michael Gonçalves
Florianópolis
14/02/2018 às 17H20

Para evitar filas e confusões, o secretário Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana, Marcelo Roberto da Silva, informou que a prefeitura de Florianópolis vai baixar um decreto onde os beneficiários da tarifa social precisarão fazer o recadastramento somente no mês de aniversário. Quem utiliza o cartão social de estudante precisa realizar o recadastro levando a cópia da matrícula e o comprovante de residência antes do período escolar. Os beneficiários que fizeram ou fazem aniversário nos meses de janeiro e de fevereiro devem fazer o recadastramento imediatamente. São 22 mil famílias que recebem a isenção da tarifa social, que custam R$ 30 milhões por ano aos cofres públicos.

Usuários reclamam da demora no atendimento para renovar a Tarifa Social - Daniel Queiroz/ND
Usuários reclamam da demora no atendimento para renovar a Tarifa Social - Daniel Queiroz/ND



O secretário explicou que aconteceu um fato inusitado neste ano. “A legislação anterior, de 2016, previa uma carência de dois anos para o recadastro. Mas a nova legislação, de fevereiro de 2017, prevê a renovação anual e, por isso, temos muitas pessoas neste ano para realizar o recadastramento e achamos melhor estabelecer um calendário pela data de aniversário do beneficiário”, explicou.

Com o início do ano letivo na próxima segunda (19), a fila no Espaço Inclusivo, do Igeof (Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis), anexo ao Mercado Público, que presta auxílio à Secretaria Municipal de Assistência Social, dobrava o quarteirão no início da tarde desta quarta-feira (14). Os funcionários distribuíram senhas e até o superintendente do Igeof, Guilherme Botelho, apareceu para auxiliar no atendimento.

A professora Taís Conrado, 35, que reside no Abraão, precisou chegar cedo à fila. “Na sexta (9) precisei chegar às 5h, porque eles só distribuíam um determinado número de senhas por período. Nesta quarta, como o posto só abriu 13h, cheguei às 10h e peguei a senha 35, mas parece que serei atendida. É muita desorganização e poucas pessoas para atender”, lamentou a professora.

Quatro estagiários prestavam o atendimento nesta quarta na unidade do Espaço Inclusivo.   

 

Atendimento pode demorar até 30 minutos

O atendimento no Espaço Inclusivo, que ocupa um box do Mercado Público, recebe as pessoas beneficiárias de programas sociais que estão realizando o primeiro cadastro ou o recadastramento do cartão da tarifa social ou o cartão social de estudante. O secretário de Transporte e Mobilidade Urbana, Marcelo Roberto Silva, informou que o atendimento no primeiro cadastro leva de 20 minutos a 30 minutos.

O superintendente do Igeof, Guilherme Botelho, informou que a única limitação é pela carga horária dos funcionários. O atendimento acontece das 9h às 17h. “Temos cinco pessoas atendendo e o nosso espaço é pequeno. Estamos auxiliando a Secretaria de Assistência Social e dentro do possível todos estão sendo atendidos. Em janeiro, não tivemos demanda deste serviço. Para retirar a folha resumo não leva mais de dois minutos, mas o primeiro cadastro não sai por menos de 20 minutos”, comentou.

Na sexta-feira (9), 197 beneficiários foram atendidos no Espaço Inclusivo. Após passar por essa unidade, os beneficiários anda precisam se deslocar até o posto da Mobilidade Urbana no Ticen (Terminal de Integração do Centro).

A recepcionista Ana Cristina da Silva, 41, também reclamou da falta de organização e respeito. “Já fizemos este cadastro no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) e não entendo porque ele precisa ser refeito. Por que não podemos pegar a folha resumo nos Cras? As secretarias deveriam conversar sem a necessidade de a população ter que levar um papel para um lado ou outro”, lamentou.

 

Prefeitura paga R$ 36 milhões em subsídios do transporte coletivo no período de um ano

O secretário de Transporte e Mobilidade Urbana, Marcelo Roberto Silva, informou que a prefeitura pagou R$ 36 milhões ao consórcio Fênix, que administra o transporte público de Florianópolis, no período de um ano de 2016 a 2017. O valor é relativo às gratuidades oferecidas por meio da tarifa social ou de pessoas com deficiência.

“Gastamos cerca de R$ 30 milhões com as 22 mil famílias cadastradas na tarifa social e mais R$ 6 milhões com a isenção das pessoas portadoras de deficiência. O problema é quando pessoas utilizando diferentes cartões. Hoje, o idoso não pode ter o cartão da tarifa social, por exemplo, porque ele tem a mesma gratuidade”, afirmou Marcelo.

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