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Base governista segura CPI de Obras irregulares em Florianópolis

Somente em uma das três promotorias ambientais da cidade são mais de 200 inquéritos civis para apurar construções sem autorização na região Norte da Cidade

Fábio Bispo
Florianópolis
07/03/2018 às 08H31

A Câmara de Florianópolis está a uma assinatura de instaurar a Comissão Parlamentar de Inquérito que pretende investigar a multiplicação de obras irregulares na cidade. O pedido protocolado pelos gabinetes de Lino Peres (PT) e Pedrão (PP) deve alcançar sete assinaturas nesta quarta-feira (7), passando a depender de apenas mais um apoio para se instaurada.

Confirmaram apoio à CPI, além dos propositores, os vereadores Lela (PDT), Marquito (PSOL), Maikon Costa (PSDB) e Marcelo da Intendência (PP). Afrânio Boppré (PSOL) deve confirmar seu apoio nesta quarta.

>>Cerca de 200 obras ilegais são investigadas pelo MPSC

O pedido tem como base apuração do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) que em apenas uma das três promotorias ambientais move mais de 200 inquéritos civis que apuram obras sem autorização so município ou que descumpriram o que estava previsto nas autorizações. Um dos motivos para o crescimento de obras ilegais seria a diminuição da fiscalização e a edição de leis que regularizam essas obras após a sua conclusão.

A decisão sobre a abertura da comissão pode vir, principalmente, dos vereadores que representam o Norte da Ilha, região que mais sofre com a ocupação desordenada do solo. A base governista tem feito coro às denúncias e cobrado mais fiscalização, mas contemporiza quando o assunto é a instalação de uma CPI. Um dos motivos seria poupar o Executivo de mais desgastes e que a Comissão se torne instrumento político partidário.

“O Norte da Ilha de fato está bastante complicado com essas obras, mas não acredito que uma CPI pode resolver o assunto”, disse o vereador Dinho (MDB). Na semana passada, Tiago Silva (MDB) também já havia manifestado que provavelmente não apoiaria a medida.

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