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Base Aérea deve gastar R$ 150 mil para cercar o Campo de Aviação, em Florianópolis

Comandante da Base Aérea afirma que o embargo foi pacificado e seis acessos de veículos serão fechados brevemente

Michael Gonçalves
Florianópolis
10/08/2018 às 18H46

Um dia após a reunião com os representantes da AGU (Advocacia-Geral da União) e do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), o comandante da Base Aérea de Florianópolis, tenente-coronel aviador Luiz dos Santos Alves, afirmou nesta sexta-feira (10) que serão gastos R$ 150 mil para fechar os acessos ao Campo de Aviação, no Campeche. Ainda na sexta-feira, a Prefeitura da Capital, diante da defesa apresentada pela Base Aérea, informou que vai retirar o embargo emitido na terça-feira (7) para a suspensão da instalação das cercas.

Acessos para veículos serão fechados no Campo de Aviação, no CampecheCampo de Aviação  - Marco Santiago
Acessos para veículos serão fechados no Campo de Aviação, no CampecheCampo de Aviação - Marco Santiago

O comandante disse que a população continuará tendo acesso à área que pertence a União, mas não será permitida a entrada de veículos. As cercas serão instaladas nas seis entradas de veículos identificadas pelos militares, com o objetivo de evitar atos ilícitos dentro do terreno sob a guarda da Aeronáutica.

A rotina de quem utiliza o espaço como área de lazer não deve mudar. “Com a decisão soberana do TRF4 [Tribunal Regional Federal da 4ª Região], a nossa missão é salvaguardar o terreno da União que, infelizmente, vem sendo utilizado como depósito de lixo, estacionamento irregular e para atos ilícitos. Fecharemos os acessos de veículos e, para isso, teremos um gasto de cerca de R$ 150 mil, porque colocaremos uma cerca viva, que é a mais adequada para a localidade e a mais barata”, afirma o oficial.

No dia 21 de junho, a Base Aérea utilizou uma máquina retroescavadeira da Prefeitura de Florianópolis para abrir duas crateras e derrubar árvores. O MPF (Ministério Público Federal) conseguiu a liminar que impedia o avanço da obra na Justiça Federal catarinense, que foi derrubada pelo TRF4.

Na segunda-feira (6), a Base Aérea começou a construção da cerca e o aterramento das valas. Na terça-feira (7), a fiscalização da SMDU (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano) embargou a obra de construção da cerca. “O embargo foi pacificado e vamos continuar o trabalho dentro da nossa disponibilidade. Isso porque o terreno continua sendo utilizado como depósito de lixo e de entulho”, disse o comandante.

A área total do Campo de Aviação é de 353 mil m², mas o terreno sob a responsabilidade da Aeronáutica é de 211 mil m². As outras partes estão sob responsabilidade da SPU (Superintendência do Patrimônio da União) e da prefeitura.

Neste sábado (11), a Amocam (Associação dos Moradores do Campeche) organiza o evento “Ocupacuca”, com objetivo de mostrar a força e a união da comunidade do Sul da Ilha em defesa do Campo de Aviação. O terreno se tornou uma área de lazer com os campos de rúgbi e futebol, além da horta comunitária.

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