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Base Aérea de Florianópolis inicia obras para fechar Campo de Aviação do Campeche

Cerca está sendo levantada para delimitar terreno de 353 mil m² que era utilizado pela comunidade para o lazer

Redação ND com informações do repórter Michael Gonçalves
Florianópolis
06/08/2018 às 11H58

A Base Aérea de Florianópolis começou nesta segunda-feira (6) a fechar com uma cerca o terreno de 353mil m² do Campo de Aviação que é utilizado como área de lazer pelos moradores do Campeche, há mais de 30 anos.

Campo de aviação começou a ser fechado com uma cerca nesta segunda, no Campeche - Michael Gonçalves/ND
Campo de aviação começou a ser fechado com uma cerca nesta segunda, no Campeche - Michael Gonçalves/ND



Segundo o Capitão Lima, coordenador da operação, a intenção é delimitar a área que é de responsabilidade da Base Aérea e o espaço que foi doado para a comunidade continuar utilizando para o lazer, parte onde está localizada a imagem que faz homenagem ao aviador Antoine de Saint-Exupéry.

Inconformados, moradores lamentavam o cerco da área na manhã desta segunda-feira. O aposentado Lenildo Pires, de 63 anos, conta que quando era criança já frequentava o Campo de Aviação ao lado de seu pai e, já maior, teve a oportunidade de jogar bola no campo de futebol, que hoje está sendo dividido pela cerca. Ao lado de sua netinha Júlia, de dois anos, ele lamenta o fato de no futuro ela não poder ter as mesmas oportunidades que ele.

A construção da cerca foi autorizada na semana retrasada em decisão do pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que decidiu cassar a liminar deferida pelo juiz Marcelo Krás Borges, da 6ª Vara Federal de Florianópolis, que proibia a intervenção da Base Aérea no Campo de Aviação do Campeche.

No dia 21 de junho, a Base Aérea abriu duas crateras e derrubou algumas árvores, na única área de lazer da comunidade, com a justificativa de proteger o patrimônio público, que sofre com o despejo de lixo e de entulho, além de ser passível de invasões. Dois dias depois, o MPF (Ministério Público Federal) conseguiu a liminar que impedia o avanço da obra. Agora, o MPF é quem pode recorrer da decisão.

 Lenildo Pires, de 63 anos, lamenta o fechamento da área que utilizava para lazer desde que era criança - Michael Gonçalves/ND
Lenildo Pires, de 63 anos, lamenta o fechamento da área que utilizava para lazer desde que era criança - Michael Gonçalves/ND



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