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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Banhistas encaram até praia poluída para fugir do calor em Florianópolis

Após recorde, temperaturas permanecem altas pelo menos até terça-feira

Viviane de Gênova
Florianópolis
Eduardo Valente/ND
Na praia da Saudade a opção de moradores foi tomar um banho, mesmo com a poluição

 

Não é fácil despistar o calor intenso que tem feito na Grande Florianópolis nos últimos dias. Uma das soluções para con­seguir um refresco é um mergulho no mar. O que muitos esquecem é de observar os alertas de pontos impróprios para o ba­nho. Segundo o último relatório da Fatma (Fundação do Meio Ambiente), divulgado sexta-feira, são 45 locais próprios para ba­nho e 21 impróprios na Florianópolis

A praia da Saudade, em Coqueiros, está entre os pontos de água contamina­da. Apesar do alerta, banhistas se arris­caram e entraram no mar no começo da tarde de ontem. O contato com a água nessas condições pode causar problemas de saúde, como diarreia.

A temperatura alta – como a registra­da na terça-feira (13), que chegou aos 33°C na Capital, segundo a Epagri/Ciram – deve se repetir ao menos até terça-feira (20). As máximas até o fim de semana poderão chegar aos 34°C. Pancadas de chuva não estão descartadas, principalmente no começo da noite.

Esta semana, inclusive, Florianópolis bateu uma nova marca histórica. Na segun­da-feira foi registrado o segundo dia mais quente dos últimos 79 anos, de acordo com dados da unidade do Inmet (Instituto Na­cional de Meteorologia) na Capital. Foram confirmados 38°C, contra os 38,2°C regis­trados no mês de janeiro de 1936. 

Bairros mais altos prejudicados

Moradores da Grande Florianópolis sofrem com a falta de água nos últimos dias, consequencia da onda de calor. Bairros como Córrego Grande, Itacorubi, Trindade e Carianos ficaram sem o abastecimento na tarde de segunda. O problema, segundo a assessoria da Casan, acontece por causa das tempestades registradas no fim do dia, que dificultam o tratamento da água.

De acordo com informações da assessoria, os bairros mais altos ou longínquos, conhecidos como pontas de rede, são os mais prejudicados, porque não há pressão suficiente. Omesmo ocorre em alguns bairros de São José e Biguaçu.

A assessoria nega a provável transferência de água dos bairros para os balneários, onde há aumento na população nessa época do ano. Por outro lado, além de terem que lidar com a falta de água em suas casas, os moradores reclamam do alto custo para comprar água potável. Um caminhão com capacidade de 20 mil litros custa, em média, R$ 700. 

Recorde no consumo de energia elétrica

Outro reflexo do calorão dos últimos dias é a demanda extra na rede de energia elétrica. Na tarde de segunda, os catarinenses utilizaram 4.600 MW (megawatts), segundo registros feitos pelo ONS(Organizador Nacional do Sistema Elétrico). Onúmero só não bateu o recorde de fevereiro, quando a demanda instantânea máxima chegou a 4.744 MW.

Apesar da demanda alta, a Celesc afirma que a energia disponível é suficiente para atender às 497 mil unidades consumidoras da Grande Florianópolis. Aprevisão para bater novo recorde de consumo é fevereiro, quando voltam as aulas no Estado. De acordo com o chefe de divisão técnica regional da Grande Florianópolis, Adriano Luz, o sistema que atende a região é robusto, confiável e opera dentro do limite.

Mesmo com as garantias da companhia, moradores de bairros da Grande Florianópolis sofrem com a falta de luz. Na segunda, por exemplo, 1.500 unidades consumidoras foram prejudicadas depois de um curto-circuito no Centro da Capital. Aenergia retornou somente à noite. (Elaine Stepanski)

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