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Banhistas aproveitam terceiro dia de sol consecutivo nas praias de Florianópolis

Praia da Joaquina ficou lotada de turistas e moradores; segundo o meteorologista Clóvis Corrêa, a previsão para a segunda-feira (15) é de sol entre nuvens

Redação ND
Florianópolis
14/01/2018 às 21H29

Florianópolis registrou o terceiro dia de sol seguido neste domingo (14), após os prejuízos causados por três dias de tempo chuvoso com um volume de precipitação de 409 mm, que provocou uma enxurrada e resultou em duas mortes, centenas de desalojados e dezenas de desabrigados. A praia da Joaquina ficou lotada e o canal aberto pelo escoamento da rede pluvial virou uma piscina para as crianças. A previsão do tempo para a segunda-feira (15) é semelhante ao do fim de semana, com abertura de sol entre nuvens com a possibilidade de pancadas de chuva nos períodos da tarde e da noite. A diferença é na temperatura máxima, que pode chegar aos 36º C.

Nelson Júnior, 35 e Lívia Chaves, 30, a vendedora de Cascavel Joici Falcão aproveitam o dia de praia em Florianópolis - Daniel Queiroz/ ND
Nelson Júnior, Lívia Chaves e Joici Falcão aproveitam o dia de praia em Florianópolis - Daniel Queiroz/ ND


Ao lado do casal carioca Nelson Júnior, 35 e Lívia Chaves, 30, a vendedora de Cascavel Joici Falcão, 31, não se intimidou com a enxurrada da semana passada. “Aproveitei os dias de chuva para conhecer os balneários mais distantes como a praia do Rosa e a Lagoa de Ibiraquera (ambos em Imbituba). Com o sol deste domingo, não tem como deixar de aproveitar a Joaquina com os novos amigos do Rio de Janeiro (RJ)”, comentou a vendedora.

Segundo o meteorologista da Epagri/Ciram Clóvis Corrêa, a previsão para a segunda-feira (15) é de sol entre nuvens. Ele afirmou que haverá uma pequena elevação na temperatura, mas com previsão de pancadas de chuva no decorrer do dia. “Não descarto nem a possibilidade de granizo, principalmente, nas regiões Oeste, Planalto e nos vales”, explicou.

a analista financeira Ana Claudia Rodrigues da Silva, 29, vieram de Maringá (PR) para visitar a Ilha de Santa Catarina - Daniel Queiroz/ ND
a analista financeira Ana Claudia Rodrigues da Silva, 29, vieram de Maringá (PR) para visitar a Ilha de Santa Catarina - Daniel Queiroz/ ND


Apesar do noticiário de enchente, a analista financeira Ana Claudia Rodrigues da Silva, 29, deixou a cidade de Maringá (PR) e chegou a Florianópolis na sexta-feira (12). Com a filha Maria Luísa, de um ano, a visitante aproveitou o dia de sol na Joaquina. “Os amigos foram contra e disseram que seria um risco, mas viemos na fé e na coragem e fomos recompensadas com esses dias lindos”, disse a analista financeira.

Quem também aproveitou o dia de folga foi o grupo de amigos da Lagoa da Conceição. O representante comercial Felipe Holanda, 28, e a vendedora Iara Norilla, 33, dividem a mesma casa. “Depois de trabalhar a semana inteira e recuperar o terreno do imóvel, que ficou alagado, tiramos o dia para curtir a vida”, comemorou o representante comercial.

 

Praias ficaram lotada neste domingo de verão em Florianópolis - Daniel Queiroz/ ND
Praias ficaram lotada neste domingo de verão em Florianópolis - Daniel Queiroz/ ND



Mais de 250 ocorrências de água viva na Joaquina

A bandeira lilás, que informa sobre a presença de água viva, foi hasteada neste domingo na praia da Joaquina, no Leste da Ilha de Santa Catarina. Segundo o comandante do posto salva-vidas, soldado Kleber Carneiro, foram registrados mais de 250 ocorrências, das 8h às 20h.

A filha do engenheiro eletricista Gabriel Vergara, 46, de Cuiabá (MT), foi uma das vítimas. A menina Maria Clara, 10, foi queimada no braço. “Foi a primeira vez que ela foi machucada por uma água viva, mas sei pelos noticiários que não é tão grave quando tratada rapidamente. Procuramos o salva-vidas que forneceu um apoio excelente”, comemorou o visitante.

Segundo o comandante do posto salva-vidas da Joaquina, sempre após um período de enxurrada é comum surgirem ocorrências com as medusas. O estoque de vinagre do posto salva-vidas terminou diante de tantos casos e os comerciantes auxiliaram na doação do produto. “Tivemos um número de ocorrências acima do normal, oscilando entre 250 e 300 ocorrências em 12 horas de trabalho. Por sorte não tivemos nenhum caso mais grave, apenas pequenas lesões. Consumimos mais de 12 garrafas de vinagre”, afirmou Carneiro.

 

Praia da Daniela estava lotada neste domingo (14) - Daniel Queiroz/ ND
Praia da Joaquina estava lotada neste domingo (14) - Daniel Queiroz/ ND



Chuva atrapalha quem trabalha nos balneários de Florianópolis

O tempo chuvoso na semana passada atrapalhou a vida de comerciantes, autônomos e ambulantes que trabalham nos balneários de Florianópolis. Se o tempo não estava bom para tomar o banho de mar, o lucro foi garantido para os empresários que possuem lojas em centros comerciais, shoppings e supermercados. Para o autônomo Giovanni Osni Nunes, 42, que aluga stand up na Lagoa da Conceição, o domingo também foi de limpeza.

Com a cor da água marrom na Lagoa da Conceição, o autônomo aproveitou a falta de movimento para retirar a matéria orgânica levada pela maré. “A semana passada foi péssima, por causa do estado de calamidade. Agora, ninguém quer se arriscar na Lagoa com tanta sujeira. Até a cor da água mudou e o vento nordeste ainda trouxe mais sujeira. Acredito que a condição só vai melhorar daqui a uma semana ou quando cair o vento sul”, espera o comerciante.

O setor de hotelaria não teve grandes baixas em função da chuva. A recepcionista Emily Mesquita, 27, de um hotel no Centrinho da Lagoa da Conceição, convenceu alguns hóspedes que o tempo iria melhorar. “Recebemos vários telefones de hóspedes, durante o período chuvoso, querendo cancelar ou remarcar as reservas. Tive que conversar bastante e informar que o tempo ia melhorar no fim de semana e, assim, não tivemos adiamentos”, comentou.

Em um hostel, também na Lagoa da Conceição, o recepcionista Jorge Douglas Rodrigues, 27, disse que teve hóspede que prolongou a estadia. “Quatro reservas para sábado não foram confirmadas, mas não posso afirmar se há relação com a chuva. Mas tive hóspede que ficaria um dia e estendeu para três em função da enxurrada, porque não havia como se deslocar”, contou. A ocupação média dos estabelecimentos pesquisados supera os 70% dos leitos.

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