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Segunda-Feira, 10 de Dezembro de 2018
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Bandido com fôlego de atleta é preso em Biguaçu

Além de assaltar uma lanchonete, o bandido correu por quase dois quilômetros e ainda nadou 800 metros

Saraga Schiestl
Biguaçu
Foto Marcelo Bittencourt/ND

Bruno Augusto Alves foi preso em flagrante após assaltar uma lanchonete em Biguaçu

Se a ficha criminal de Bruno Augusto Alves, 21, não fosse tão extensa, ele poderia facilmente ser confundido com um atleta. Com um fôlego de poucos, Bruno acordou cedo e perto das 6h30 da manhã assaltou uma lanchonete no bairro Jardim Saveiro, em Biguaçu. Ao ser surpreendido pelo proprietário do local, correu 500 metros até a BR 101, arriscou-se atravessando a rodovia, correu por mais um quilômetro em um terreno baldio e terminou sua maratona nadando 800 metros em mar aberto até encontrar uma embarcação para seu refúgio.

Toda a correria aconteceu depois de roubar 13 maços de cigarro, alguns isqueiros, latas de energético e uma quantia de R$ 35 em moedas. A fuga de Bruno só foi frustrada depois que, ao entrar no barco e tentar ligar o motor, dois adolescentes de 14 e 15 anos, filhos de Roberto Goulart, 37, dono da embarcação, foram ao barco para fazer uma limpeza rotineira. “Os meninos me contaram que ele estava escondido e os ameaçou com uma faca, dizendo para que levassem ele para um lugar seguro”, descreve Roberto.

Enquanto os dois garotos viviam minutos de pânico no mar, em dois pontos da praia guarnições da Polícia Civil de Biguaçu cercavam o barco para evitar a fuga. Após se entregar aos policiais, o assaltante foi levado à delegacia, onde permanece até o fim da investigação.

O último crime cometido por Bruno foi um furto a um estabelecimento comercial da cidade na sexta-feira passada. Só não foi preso porque não foi pego em flagrante. Aos 21 anos, Bruno é velho conhecido da delegacia de Biguaçu, tendo passagens por tentativas de homicídio, furto e roubo.    

Cliente do bar

“Nunca corri tanto na minha vida”, garante o proprietário da lanchonete invadida na manhã de terça, Rodrigo Mammes, 38. Ele conta que Bruno costuma freqüentar o bar para comprar cigarros. “Eu sempre soube que ele se envolvia com roubos, mas não imaginava que ele entraria na minha lanchonete”, completa.

Para entrar no estabelecimento, Bruno passou por uma fresta de 25 centímetros entre as grades de proteção do estabelecimento. Surpreendido pelo proprietário, o assaltante correu, abandonando pelo caminho os itens roubados. “Eu fui atrás e acabei me cortando em uma cerca de arame farpado que ele conseguiu pular”, recorda.  

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