Publicidade
Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 19º C

Bancos reabrem nesta sexta-feira na Grande Florianópolis

Bancários terão reajuste de 8% mais abono de R$ 3.500 para 2016. Vale-alimentação aumentará 15% e vale-refeição e auxílio creche-babá, 10%

Michael Gonçalves
Florianópolis
06/10/2016 às 20H09

Após 31 dias de greve, os bancos reabrem nesta sexta-feira (7) na Grande Florianópolis. A decisão foi tomada em assembleia no fim da tarde desta quinta-feira (6) na rua Padre Miguelinho, no Centro da Capital. Na região metropolitana, 129 agências permaneceram fechadas. No Estado, o número chegou a 631 unidades. Na quarta-feira à noite, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou nova proposta ao Comando Nacional.

Greve nos bancos - Marco Santiago/Arquivo/ND
Greve dos bancos termina após 31 dias - Marco Santiago/Arquivo/ND



Os bancos ofereceram reajuste de 8% mais abono de R$ 3.500 para 2016. Além disso, o aumento no vale-alimentação será de 15%, de 10% para o vale-refeição e auxílio creche-babá. A licença-paternidade passa para 20 dias. Sobre empregos, os bancos se comprometem a criar um centro de realocação e requalificação.

“Fechamos um acordo para os próximos dois anos. A proposta prevê reajuste de acordo com a inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as verbas”, comentou o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região, Jacir Zimmer.

Santa Catarina tem vários sindicatos e cada região faz a sua própria assembleia. Segundo Jacir, as agências bancárias voltam a funcionar na Grande Florianópolis, Joaçaba, Videira, Concórdia, Lages, Tubarão, Araranguá, Criciúma e São Miguel do Oeste. “Algumas assembleias serão realizadas na sexta-feira pela manhã, mas a tendência é de que todos voltem ao trabalho nesta sexta”, explicou Jacir.

A greve bate a marca da campanha de 2004, primeiro ano da mesa de negociações unificada entre bancos públicos e privados e bate recorde nesse novo modelo. Trata-se da greve nacional mais longa. A greve mais longa da categoria na história foi em 1951, com 69 dias de paralisação.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade