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Sexta-Feira, 19 de Outubro de 2018
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Banco Central não reembolsa por notas coloridas por dispositivos antifurto

Regulamentação foi aprovada também pelo Conselho Monetário Nacional

Redação ND
Florianópolis
TecBan/Divulgação/ND
Notas são manchadas por mecanismo contra ação de criminosos nos caixas eletrônicos

O CMN (Conselho Monetário Nacional) e o BC (Banco Central do Brasil) aprovaram a regulamentação que prevê a retirada de circulação das cédulas de Real manchadas por dispositivos antifurto. As notas deixam de ter validade, não podendo mais ser utilizadas como pagamento.

O banco orienta a população que possuir algumas dessas cédulas a encaminhá-las a uma agência bancária, que se encarregará de remetê-la ao BC, onde será mantida sob custódia para análise. Se for comprovado que o dano foi provocado por algum dispositivo antifurto, a instituição financeira deverá comunicar ao portador que a cédula foi fruto de ação criminosa e se encontra à disposição das autoridades competentes para investigação criminal. O portador da nota não terá direito ao ressarcimento do valor correspondente à cédula danificada.

O banco orienta a população que possuir algumas dessas cédulas a encaminhá-las a uma agência bancária, que se encarregará de remetê-la ao BC, onde será mantida sob custódia para análise. Se for comprovado que o dano foi provocado por algum dispositivo antifurto, a instituição financeira deverá comunicar ao portador que a cédula foi fruto de ação criminosa e se encontra à disposição das autoridades competentes para investigação criminal. O portador da nota não terá direito ao ressarcimento do valor correspondente à cédula danificada.

Se ficar provado que o dano não foi causado por esses dispositivos, o banco deverá trocar a nota.

O BC ainda recomenda à população que não receba notas suspeitas de terem sido manchadas por dispositivo antifurto. O objetivo das medidas anunciadas é contribuir para a redução dos casos de furtos e roubos a caixas eletrônicos, ao dificultar a circulação de notas roubadas ou furtadas.

Crimes

A explosão de caixas eletrônicos em diferentes regiões do país tem aumentado. Só em São Paulo, foram mais de 80 casos desde o início deste ano. 

Para inibir os crimes, foram adotados os dispositivos antifurtos, que mancham as notas. O sistema está instalado, hoje, em aproximadamente 12 mil caixas no Brasil e em pelo menos 5.000 em São Paulo, segundo a TecBan, empresa que trabalha com segurança bancária.

Na terça-feira (31), a polícia prendeu sete pessoas, que integravam uma quadrilha especializada em atacar os caixas em São Paulo. Todos foram levados para o Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado), na zona norte da capital paulista. Entre os presos estão quatro policiais militares.

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