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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Bancadas do PMDB e PP na Assembleia Legislativa defendem aliança

Deputados estaduais não veem problemas em dividir o mesmo palanque na majoritária de Colombo

Keli Magri
Florianópolis

Deputados do PMDB e do PP na Assembleia Legislativa de Santa Catarina decidiram tomar posição na composição de alianças para as eleições de outubro. Em reunião-almoço, ontem, os parlamentares deixaram claro que a decisão não ficará restrita às maiores lideranças. Entre uma garfada e outra, arestas entre os rivais históricos foram aparadas, dando mais um passo para a composição PSD, PMDB e PP em torno do nome de Raimundo Colombo ao governo do Estado.

Júlio Cancellier/Divulgação
Reunião ocorreu durante almoço na Assembleia Legislativa

“As bancadas querem participar do processo, sem afrontar lideranças, queremos ser voz ativa na construção desse projeto”, apontou o presidente da Assembleia Joares Ponticelli (PP), articulador do almoço de ontem, e nome progressista para o Senado. “Não vejo nenhuma dificuldade na aliança. Há uma reação forte nas bases e nas bancadas pelo desejo de ver essa composição concretizada”, completou. Questionado sobre a oficialização do convite do governador ao PP para compor a majoritária, Ponticelli alegou que esse é o principal foco do encontro de Raimundo Colombo com os progressistas, agendado para o dia 2 de junho. “É disso que pretendemos tratar”, antecipou.

Líder da bancada Valmir Comin (PP) aposta em quebra de paradigmas ao defender a composição. “É um novo momento, essa aproximação já existe aqui [Assembleia], no Estado e no país. Já estamos coligados em 86 cidades, apoiamos o governo Dilma, que tem o PMDB como vice, ajudamos a construir o Pacto por Santa Catarina e queremos, nos próximos anos, fazer parte do governo, que será de obras e realizações”, avaliou Comin, que já espera o convite oficial de Colombo. “Sem dúvida ele o fará, até os peemedebistas falam isso”, assegurou.

PMDB evita falar em apoio

Entre os peemedebistas, a defesa pela composição não é tão explicita, embora haja apenas um opositor claro à aliança com o PP, o deputado Mauro de Nadal (PMDB). O parlamentar alega uma questão local, no Extremo-Oeste, ao se referir à rivalidade entre as siglas. “Lá, só a minoria é composta por aliança entre PP e PMDB. A minha oposição é pela reação dos líderes peemedebistas regionais que defendem vice e senado do PMDB”, argumentou, ao negar que os demais parlamentares tenham declarado apoio a aliança. “Não é apoio, é vontade de dar prosseguimento à conversa com o PP, sem vetos”, retrucou.

Líder da bancada, Moacir Sopelsa (PMDB) adota o mesmo discurso. “Não é apoio ou reapoio. É uma declaração de que queremos participar do processo, porque a bancada não tem nenhum problema ou objeção ao PP, até mesmo dividimos a presidência [da Assembleia]. Se a vaga do Senado não for do PMDB, pode sim ser do PP”, assegurou.

O deputado Manoel Mota (PMDB) deixou mais clara a defesa pela composição, ao afirmar que não deve mais haver desavenças entre os dois partidos. “O vento já levou qualquer ranço. Vamos construir algo novo”, determinou.

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