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Badesc disponibiliza crédito para rádios catarinenses em processo de migração AM para FM

Linha de crédito vai disponibilizar de R$ 250 mil a R$ 5 milhões para projetos de empresas que estão mudando da banda AM para a FM. Setor terá 18 meses de carência e oito anos para quitar a dívida

Michael Gonçalves
Florianópolis
28/09/2017 às 18H24

As rádios catarinenses na banda AM, que estão em processo de migração para a FM, contam com uma linha de crédito especial no Badesc (Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina) para projetos de R$ 250 mil a R$ 5 milhões. O recurso foi confirmado após o termo de cooperação assinado com a Acaert (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão) nesta quinta-feira (28), em Florianópolis. Das 104 rádios AMs no Estado, 21 migraram para o FM, 19 estão em processo e outras 60 aguardam a faixa estendida. A linha de crédito destinada para as rádios em migração é de R$ 20 milhões.

Presidente do Badesc, José Caramori e presidente da Acaert, Marcelo Corrêa Petrelli, participaram do evento de lançamento da linha de crédito - Flávio Tin/ND
Presidente do Badesc, José Caramori e presidente da Acaert, Marcelo Corrêa Petrelli (centro), participaram do evento de lançamento da linha de crédito - Flávio Tin/ND



O presidente do Badesc, José Claudio Caramori, explicou que as rádios terão uma carência de 18 meses e oito anos para pagar o financiamento. “Detectamos por meio de manifestação do setor que havia essa necessidade em função das alterações do modo de transmissão de AM para FM. Desenvolvemos o produto com capital próprio do Badesc”, explicou.

O assessor de desenvolvimento de negócios, Anderson de Souza, destaca a taxa de juros de 1,24% ao mês. Ele lembrou que ela pode chegar até 1,10%, dependendo da garantia alienada ao financiamento. As emissoras que fizeram a migração nos últimos 12 meses também poderão ter acesso ao crédito para a recomposição dos investimentos.

Para o presidente da Acaert, Marcelo Corrêa Petrelli, quebra-se um paradigma de uma instituição financeira pensar no desenvolvimento do setor de radiodifusão. “Existe um grande volume financeiro de investimentos em equipamentos e estruturas com a migração. Isso fortalece a mídia regional e quem ganha é o Estado”, observou.

As rádios interessadas precisam apresentar os documentos do processo de migração e devem estar em dia com os débitos previdenciários e outros impostos. O dinheiro deve ser disponibilizado em 90 dias.

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