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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Avos inaugura casa de apoio no Hospital Infantil para crianças e adolescentes com câncer

Casa de apoio Vovó Gertrudes foi construída com ajuda de voluntários, de contribuições e do governo do Estado

Felipe Alves
Florianópolis
Flavio Tin/ND
Casa de Apoio Vovó Gertrudes tem 20 apartamentos e muito conforto


Crianças e adolescentes com câncer que vêm se tratar no Hospital Infantil Joana de Gusmão terão uma nova casa de apoio a partir desta terça-feira. Com a inauguração da casa de apoio Vovó Gertrudes, da Avos (Associação de Voluntários de Saúde) do Hospital Infantil Joana de Gusmão, os pacientes e seus acompanhantes terão uma estrutura mais bem equipada para se acomodarem quando não estiverem internados.

A Vovó Gertrudes tem 20 apartamentos com banheiro. Com brinquedoteca, espaço para convivência, cozinha e auditório, o prédio foi construído com doações, ao custo de R$ 2,5 milhões. A casa oferece estadia, alimentação, transporte e apoio psicossocial aos pacientes. “Vemos concretizado aqui um sonho de muitos anos. Essas pessoas terão uma cama com conforto em um espaço onde crianças podem brincar, correr e cuidar das suas doenças acompanhados dos familiares”, diz Maria Gertrudes da Luz Gomes, 81 anos, presidente e uma das fundadoras da Avos.

A vida de Luana Kalfels, 10 anos, e de Luan Chaves Corrêa, 6, mudará com a inauguração da casa de apoio. Ambos têm leucemia. Eles dividiam seus quartos com outros amigos na antiga casa de apoio, enquanto não estavam internados no Joana de Gusmão. “Esse lugar dará mais comodidade para eles e também para a gente, que estamos sempre com eles. Um quarto separado será muito bom, pois eles têm a imunidade baixa”, diz a mãe de Luan, Daiana Márcia Helena, 30, que há quatro anos vem de Curitibanos para tratar o filho.

Cerca de 50% da construção da nova casa de apoio foi possível devido às contribuições do McDia Feliz, evento anual realizado para angariar fundos em favor de crianças e adolescentes com câncer. O restante da verba veio de doações de empresas e da comunidade, além da doação do terreno de 1.800 m² pelo governo do Estado. A gestão de toda a equipe e do espaço será feita pela Avos. “Queremos fazer deste um ambiente acolhedor e alegre, que ajudará no tratamento e na cura destas crianças”, diz Maria Gertrudes.

Irmandade fecha casa no Caridade

Outra casa de apoio que contava com apoio de uma ONG em Florianópolis, a casa de apoio Joana de Gusmão, foi fechada em dezembro do ano passado. Os pacientes ficavam no local enquanto aguardavam para fazer exames e consultas na rede pública de saúde.  A casa chegou a gerar dívida de R$ 1 milhão por ano para a Irmandade Senhor Jesus dos Passos. Com a saída do Grupo de Voluntários Esperança, que atuava no local, o projeto foi interrompido.

Após auditoria financeira, constatou-se que seria impossível a irmandade gerir os custos da casa de apoio. Os eventos criados pelos voluntários, como o festival do estrogonofe e feijoadas não representavam nem 5% do total gasto com as despesas durante o ano com os acolhidos.

Desenvolvida pela irmandade para melhorar os indicadores de filantropia do hospital, recebendo pessoas em tratamento, mas sem internação, a casa de apoio Joana de Gusmão poderia abrigar até 34 pessoas em leitos e funcionava 24 horas por dia. Agora, o local está sendo usado para outras atividades do Hospital de Caridade. Quem precisa de uma casa de acolhimento é encaminhado para outras casas, conforme orientação da Prefeitura.

Segundo os representantes da irmandade, ainda se discute com a prefeitura de que forma poderá ser gerida a casa de apoio para que funcione efetivamente de acordo com seu objetivo prévio e que não dê tantas despesas à irmandade. De acordo com eles, essa seria uma responsabilidade do município e do SUS (Sistema Único de Saúde). Ninguém na Prefeitura da Capital soube falar sobre o assunto.

 

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