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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Aventureiros de Tijucas encontram guardiões da floresta na Colômbia

Narbal Andriani e Christiane Müller visitaram guerreiros da tribo Kogi durante aventura na selva colombiana

Everton Palaoro
Tijucas
Christiane Müller/ND
Indigenas foram afastados do próprio território devido ao turismo

Chegamos finalmente à Colombia. A primeira impressão é de caos, loucura comum em uma cidade fronteiriça. Fomos recebidos por pessoas educadas, cordiais e, acima de tudo, atenciosas. Na estrada, carros e caminhões comedidos, um sonho.
 Ainda tensos, aceleramos as bicicletas para ficar o mais distante possível da fronteira. Depois de 30 quilômetros, chegamos aos pés da Serra Nevada colombiana. Dizem que o coração do mundo é aqui, o pulmão na Amazônia e, o umbigo, em Machu Pichu. Como dizem os Kogis, o povo nativo local que tem uma das relações mais fortes com a preservação da Mãe Terra, o “hermanito menor”, como carinhosamente eles tratam os brancos, não veem fazendo coisas boas ao planeta.
 Os Kogis são considerados uma das etnias no mundo que tem o maior respeito com a natureza. Nossa busca espiritual, perdida muitas vezes ao longo destes nove meses, nos levou diretamente ao Pueblito, o milenar e sagrado lugar dos Kogis, onde todos os rituais pedindo pela saúde do planeta eram realizados.
Infelizmente, há quatro anos, o lugar deixou de pertencer aos “mamos”, os mestres espirituais kogis, e passou para as mãos e máquinas fotográficas de uma multidão de turistas, totalmente desinformados que estão profanando um território sagrado.
Os incas se foram, Machu Pichu não. Os kogis estão aquí. Pueblito não. Sem perder a esperança, pessoas sensatas e preocupadas ajuduram os kogis a comprar terras vizinhas a Pueblito, mantende-os ao menos próximos do lugar que consideram sagrado.

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