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Audiência de conciliação no TJ encaminha proposta para o fim da greve em Florianópolis

Proposta é de que trabalhadores façam reposição dos dias de greve aos sábados; multa de R$ 2 milhões foi reduzida para R$ 40 mil

Fábio Bispo
Florianópolis
09/05/2018 às 20H29

A audiência de conciliação realizada na tarde desta quarta-feira (9), na sede do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, entre Prefeitura e Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal) pode por um fim a greve dos servidores municipais. O encontro foi mediado pelo desembargador Hélio do Valle Pereira que por diversas vezes pediu que ambos os lados cedessem para que os serviços fossem normalizados após 28 dias de greve. Os trabalhadores deixaram o encontro com a garantia de não serem penalizados com os dias parados, enquanto o prefeito Gean Loureiro (PMDB) apontou avanços na negociação.

Frente a frente, Gean Loureiro e o presidente do Sintrasem, Renê Munaro, divergiram sobre a aprovação do projeto das Organizações Sociais e não houve acordo para revogação da medida. O município aceitou fazer o reajuste de 2% no salário, sendo a primeira parcela paga em maio deste ano e a segunda em novembro. 

Negociações entre prefeitura e sindicato ocorreram nesta quarta-feira - Gabriel Rosa/Sintrasem/Divulgação/ND
Negociações entre prefeitura e sindicato ocorreram nesta quarta-feira - Gabriel Rosa/Sintrasem/Divulgação/ND

Descontos dos dias da greve 

Já sobre os descontos dos dias de greve e a aplicação da multa, os dois lados discutiram a possibilidade de não penalizar os trabalhadores e terem o retorno imediato dos serviços. Do total de dias parados, a Prefeitura vai dscontar três dias, um por mês, e os demais serão compensados aos sábados. Ao final da compensãção todos os servidores terão oportunidade de compensarem também os três dias descontados e não terem anotações de faltas, o que prejudicaria progressão da carreira. 

Multa 

Já a multa contra o Sintrasem, que já alcança R$ 2 milhões, foi reduzida para R$ 40 mil, em oito parcelas iguais. Se a proposta for aprovada, ao menos 80% deste valor será investido em cursos de formação para os trabalhadores da rede, mediante contratação de entidade pública de ensino superior.

Durante a audiência, o prefeito Gean Loureiro cobrou a penalização dos grevista como forma “pedagógica”, por outro lado, os trabalhadores aceitaram ceder e trabalharem aos sábados desde que não tivessem faltas anotadas.

“Na nossa proposta nós já flexibilizamos. A perda financeira no final não vai se concretizar, agora, eu tenho que ter algo pedagógico sob pena de no ano que vem ter uma nova greve e se ele compensar não será penalizado por isso”, disse Gean.

Renê Munaro disse que a proposta de trabalhar aos sábados como forma de reposição pode ser mais facilmente aceita pela assembleia dos trabalhadores.  “A nossa posição é a reposição dos dias. São 28 dias de greve e acertamos que o sábado é dia de reposição de greve. Essa é uma posição que distensiona a greve”, disse Renê durante a reunião.

Se aceita a proposta da audiência de conciliação, os serviços públicos municipais devem ser normalizados imediatamente. A categoria se reúne nesta quinta-feira, as 13h30, na praça Tancredo Neves, para discutir os pontos da audiência e definirem o futuro da greve. 

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