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Forte explosão deixa ao menos 29 feridos no Chelsea, em Nova York

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que o ato foi intencional, porém não não há evidência de uma ligação com uma ação terrorista.

Folha de São Paulo
São Paulo
18/09/2016 às 17H05

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma forte explosão feriu ao menos 29 pessoas e deixou em alerta o bairro de Chelsea, no centro de Nova York, na noite deste sábado (17). Um dos feridos está em estado grave.

Até as 23h (horário de Brasília) não havia informações sobre o que provocou a explosão, que ocorreu por volta das 21h30 (horário de Brasília) na rua 23, entre as 6ª e 7ª avenidas, em Manhattan.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que o ato foi intencional, porém não não há evidência de uma ligação com uma ação terrorista. "Não há nenhuma ameaça terrorista contra Nova York. Também não há indícios de que tenha conexão com o incidente que ocorreu mais cedo em Nova Jersey", afirmou em entrevista coletiva.

Na manhã de sábado,uma pequena bomba caseira havia explodido no Seaside Park, um resort em Nova Jersey, cerca de 120 quilômetros ao sul de Nova York. O incidente ocorreu antes do começo de uma corrida de rua e não deixou feridos. Autoridades não informaram se a explosão seria uma ação terrorista.

A área do incidente em Nova York –que é próxima ao icônico Flatiron Building e ao Eataly– foi logo isolada pela polícia e os bombeiros ainda estão fazendo atendimentos no local.

O jornal "The New York Times" afirma que três agentes da polícia disseram, sob anonimato, que parece que a explosão teria ocorrido numa lata de lixo, mas a causa ainda não foi determinada.

Um funcionário próximo à investigação disse à Reuters que os investigadores estavam considerando a possibilidade de uma explosão acidental, mas a CNN relatou que fontes policiais acreditam que um dispositivo explosivo improvisado causou a explosão.

O presidente Barack Obama, que participava de um jantar do Congresso em Washington, foi informado sobre o acidente, cuja causa permanece sob investigação, de acordo com um funcionário da Casa Branca. "O presidente será atualizado assim que mais informações estiverem disponíveis", acrescentou.

A polícia nova-iorquina encontrou um potencial segundo explosivo a quatro quadras do local da explosão.

BRASILEIRA

A região da explosão é muito frequentada por turistas e tem muitos restaurantes.

O metrô também teve o funcionamento alterado –a rua 23 é servida por cinco linhas.

A artista plástica brasileira Panmela Castro, por exemplo, havia saído pouco antes da explosão da Lehmann Maupin Gallery, na rua 22, onde está montada a exposição "Silence of the Music", dos irmãos brasileiros Gustavo e Otavio Pandolfo, Osgemeos. "Quando explodiu eu já estava na 5ª avenida", disse Panmela numa rede social para tranquilizar os amigos

ENSURDECEDORA

Pelo menos três pessoas foram vistas sendo levadas para longe da cena da explosão em ambulâncias, mas a gravidade dos seus ferimentos não estava imediatamente clara.

Representantes do Departamento de Polícia de Nova York, bombeiros e outras agências da cidade não deram mais detalhes.

A explosão, descrita por um vizinho como "ensurdecedora", aconteceu do lado de fora de uma associação que fornece habitação, formação e outros serviços para cegos.

Centenas de pessoas foram vistas correndo. A polícia isolou a área.

"Foi realmente alto. Meu menino de 10 anos estava sentado no banco de trás do carro e a explosão soprou pela janela de trás", disse Tsi Tsi Mallett, que estava no seu carro quando a explosão aconteceu. A criança não se feriu.

Neha Jain, 24, que vive no bairro, falou que estava sentada em sua sala assistindo a um filme quando de repente ouviu uma enorme explosão e tudo sacudiu. "Quadros na minha parede caíram. A cortina da janela veio voando como se houvesse uma grande rajada de vento. E veio o cheiro de fumaça. Desci as escadas para ver o que tinha acontecido e os bombeiros me disseram para voltar imediatamente", disse.

Com o impacto, as janelas de um prédio de cinco andares e os vidros de alguns carros ficaram estilhaçados.

A polícia de Nova York emitiu uma nota aconselhando os motoristas da área a "esperar lentidão no trânsito" devido à atividade policial, e pediu para evitarem a região.

BOMBA

A polícia nova-iorquina encontrou um potencial segundo explosivo a quatro quadras de onde uma bomba foi detonada na noite deste sábado (17), ferindo ao menos 29 pessoas.

O novo dispositivo parece ser uma panela de pressão, na qual alguém acoplou fitas, fios e um aparelho que aparenta ser um celular. Havia um pedaço de papel ao lado -a autoridades não divulgaram o conteúdo.

A primeira bomba -que autoridades acreditam ser caseira- explodiu na rua 23, no Chelsea, bairro conhecido por suas galerias de arte, seus bares LGBT e mercados de pulga nos fins de semana. O segundo objeto foi achado na rua 27.

Manhattan está em estado de alerta para possíveis ataques, e sirenes de viaturas e ambulâncias são ouvidas por toda a parte. Policiais continuam a procurar com lanternas, madrugada adentro, por novas bombas.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que o ato foi "intencional", mas que não há indícios, por ora, de conexão com terrorismo.

Câmeras de segurança de uma academia de ginástica da região mostram a vidraça se estilhaçando no momento do impacto, e em seguida pedestres correndo para longe da explosão.

A polícia recomendou que moradores do Chelsea fiquem longe das janelas.

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