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Associação do Mercado Público de Florianópolis elabora adequações no mix de produtos

Objetivo da entidade é encaminhar proposta de adequações, sem alterar os ramos de atividade, para o Ministério Público de Santa Catarina. Secretaria de Administração faz a supervisão do processo

Michael Gonçalves
Florianópolis
15/08/2018 às 22H00

Uma série de reuniões está sendo feita entre os concessionários dos boxes do Mercado Público de Florianópolis para adequar o mix de produtos de acordo com os editais de licitação publicados à época das concessões. Os encontros são coordenados pelo presidente da Associação dos Concessionários do Mercado Público, Alexandre Aguiar, com a supervisão da Secretaria de Administração da Capital. A correção é uma recomendação do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), que também sugeriu a anulação do decreto 15.347/2015, que ampliava o mix de produtos. O objetivo da associação é encaminhar até sexta-feira (17) uma proposta de adequações, sem alterar o mix, ao MPSC.

Correção foi recomendada pelo MPSC, que pediu também anulação da oferta de mais produtos no Mercado - Daniel Queiroz/ND
Correção foi recomendada pelo MPSC, que pediu também anulação da oferta de mais produtos no Mercado - Daniel Queiroz/ND


As reuniões são divididas por mix de produtos. Cada comerciante é ouvido individualmente. “Os encontros são setorizados e queremos saber de cada concessionário quais são as suas dificuldades. Também expomos os itens que precisam de adequação. O nosso objetivo é viabilizar a saúde financeira de todos os estabelecimentos, porque sabemos que alguns comércios não vendem mesmo”, explica Aguiar.

Dos 112 boxes do Mercado Público, seis estão vazios. Alguns foram fechados por falta de clientes, como o de carnes exóticas e de festas infantis, e outros não chegaram a ser licitados por falta de interessados. As propostas de mudanças não podem alterar os conteúdos dos dois editais publicados para a concessão dos boxes.

Aguiar lembra que as reuniões têm o acompanhamento da assessoria jurídica da Secretaria de Administração. “São mais de 60 mix e, por isso, fazemos mais de cinco reuniões por dia. Todas são gravadas e elaboramos as atas. Os comerciantes estão colaborando e estamos chegando a um consenso de adequações, sem alterar os ramos de atividade”, destaca. Após o documento ficar pronto, será encaminhado para a Secretaria de Administração antes de ir ao MPSC.

Adequações preveem mesmos produtos em diferentes boxes

A comerciante Bruna Rachadel, 33 anos, ganhou a primeira licitação para a venda de artesanato. Diferente da segunda licitação, a primeira não definiu o que é artesanato e o que é souvenir. Assim, os concessionários de artesanato da primeira licitação e de souvenir, da segunda licitação, vendem quase as mesmas mercadorias. “Nossos produtos que mais vendem são os chaveiros, as canecas e as camisetas com o nome da cidade, mas tem comerciante que não concorda. Todos esses produtos são produzidos por artesãos, mas tem gente achando que as lembrancinhas são exclusivas do souvenir. Se não for possível vender, não temos como permanecer abertos, mas as reuniões têm um bom encaminhamento”, diz.

Alexandre Aguiar esclarece que haverá boxes comercializando os mesmos produtos. “Como a licitação não especificou algumas situações, estamos buscando o consenso entre os concessionários. Em alguns casos, eles venderão os mesmos produtos, porque existe mercado para todos”, sentencia Alexandre.

Alexandre Aguiar coordena as reuniões com os comerciantes - Daniel Queiroz/ND
Alexandre Aguiar coordena as reuniões com os comerciantes - Daniel Queiroz/ND



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