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Asilo Irmão Joaquim, de Florianópolis, está entre as 100 melhores ONGs do Brasil

Casa que tem 40 idosos e se mantém apenas com doações da comunidade recebeu um selo de reconhecimento do Instituto Doar, de São Paulo

Dariele Gomes
Florianópolis
29/08/2017 às 08H17

Quarenta histórias e marcas de vida diferentes, reunidas em um mesmo local, que de forma dedicada dá assistência para que essas 40 pessoas carregadas de experiências possam ter voz e vez. Esse trabalho é feito há 115 anos pela ONG Asilo Irmão Joaquim, no Centro de Florianópolis, administrada pela Associação Irmão Joaquim, que apenas com o auxílio de doações e ações mantém viva cada identidade dos 40 idosos que abriga – 20 homens e 20 mulheres. Como reconhecimento desse trabalho, o Asilo Irmão Joaquim recebeu um selo como uma das 100 melhores ONGs de todo o Brasil.

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Jorge Theil, ex-professor que mora há sete anos no Asilo Irmão Joaquim, elogia a manutenção da casa e os serviços de saúde - Daniel Queiroz/ND



Com o objetivo de reconhecer os trabalhos das ONGs e estimular a sociedade a conhecer cada um deles, o Instituto Doar, de São Paulo, realizou em novembro do ano passado uma chamada pública para inscrição das 300 mil ONGs brasileiras. Os critérios foram elaborados e avaliados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), que analisou causa e estratégia, representação e responsabilidade, gestão e planejamento, estratégia de financiamento e comunicação e prestação de contas.

Conforme o secretário da Associação Irmão Joaquim, Vitor Warken Filho, 1.500 ONGs se inscreveram para conquistar o selo, a partir dos documentos solicitados, e explicou que não há ranking de colocação dos 100 escolhidos. “De fato, esse selo é um reconhecimento para nós, pois nos mantemos apenas com o auxílio da comunidade, que agora, sabendo que fomos avaliados por fundação de credibilidade, como a FGV, entenderá cada vez mais o nosso trabalho com os idosos”, disse

Todos os atendidos no asilo têm perfis sociais carentes. “Vivemos de doações. Essa é a nossa vida há 115 anos. Todos os 40 idosos, com idades entre 60 e 102 anos, recebem atendimento físico e psicológico”, contou.

Todo o trabalho e toda a atenção giram em torno de profissionais, ambientes, equipamentos e produtos, que custam dinheiro, vindo da comunidade. “Somos guerreiros, pois mantemos a casa aberta mesmo diante das dificuldades”, enfatizou Warken Filho.

Cuidados especiais e atividades recreativas

O Asilo Irmão Joaquim tem 30 profissionais, nas áreas de saúde, limpeza e reabilitação, que dão todo o suporte aos idosos. Pela manhã, os idosos recebem curativo, banho e medicamentos, e o imóvel passa por uma limpeza. À tarde, cada um ocupa o seu tempo com atividade que mais lhe proporciona prazer, seja cantando, ouvindo música, lendo, assistindo TV ou mesmo compartilhando histórias com os demais. “Temos uma nutricionista que cuida da alimentação deles e orienta seis refeições por dia aos idosos, já que eles comem pouquinho em cada uma delas. Temos médico e fisioterapeuta semanalmente, e ainda dentista à disposição de eventuais problemas. Temos fortes parceiros e por isso conseguimos seguir”, disse Vitor Warken Filho.

Sobre o recebimento do selo, diante das lutas diárias, o secretário diz que é apenas um sinal de que o certo está sendo feito de forma certa. “Isso mostra que todas as aplicações e condutas aqui estão corretas. Tratamos com carinho, com atenção. Damos voz e vez a essas pessoas, algumas que foram esquecidas pelos familiares. Com o selo queremos mostrar para sociedade que fazemos um trabalho correto, digno e importante. Venha nos conhecer, venha ajudar, a ideia e aproximar a sociedade dessa casa”, afirmou.

“Vivemos felizes, somos uma família”

A premiação é também comemorada por um dos moradores do asilo. Inteligente e extrovertido, o ex-professor de línguas portuguesa e alemã Jorge Theil, 68 anos, sete deles no asilo, diz que está orgulhoso da premiação. “Essa é a melhor casa para se viver. Sou feliz aqui, tenho amigos e frequentemente recebo os amigos de fora, como ex-alunos. Leio, faço pesquisas culturais e históricas. Escrevo tudo no meu computador”, contou.

Theil relata ainda que visitou outros asilos antes de ficar no São Joaquim. “A manutenção neste local é ótima, os serviços de saúde que são oferecidos e a boa vontade, que é essencial. Somos uma família, vivendo felizes dia a dia nessa grande casa”, disse.

COMO AJUDAR

Doações: Conta para depósito - Banco do Brasil, agência 3174-7, conta corrente 105014-1

Onde fica: Avenida Mauro Ramos, 901, Centro

Telefone: (48) 3222-7544

Horário das doações: 7h às 19h

Horários de visitação: Segunda à sexta das 14h às 18h; sábados, domingos e feriados das 9h às 11h e das 14h às 18h

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