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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Argentinos procuram familiares perdidos há 80 dias em alto mar no litoral de Santa Catarina

Buscas seguem em Florianópolis, portos de Itajaí e por toda região sul do estado

Elaine Stepanski
Florianópolis
Eduardo Valente/ND
Giovanna Benozzi (à esq.), filha de Jorge, e a amiga Andrea Ernelcian, sua madrasta, estão em Florianópolis e continuam buscas aos tripulantes do veleiro

Os argentinos Alejandro Vernero, 62, Horacio Morales, 63, Jorge Benozzi, 62 e Mauro Capuccio, 35 são amigos e têm em comum o gosto pelo mar. No dia 26 agosto, rumaram a uma nova empreitada: deixaram Bueno Aires co e dessa vez o destino seria o Rio de Janeiro, onde ficariam por 15 dias. Mas, após uma grande tormenta, com ventos que chegavam a 70km/h, no Rio Grande do Sul, e com a perda do mastro e o leme próximo a região de Laguna, os tripulantes ficaram a deriva, e estão desaparecidos, há 80 dias. Apesar das buscas oficiais terem cessado, a família com a ajuda de voluntários e amigos continuam com a esperança de que os tripulantes estejam vivos e seguem buscando novas informações.

“Há muitas possibilidades do barco estar flutuando. Temos muitas esperanças, porque há muitas histórias de pessoas que sobrevivem, e neste caso, eles têm alimentos, um lugar confortável para ficar. Embora estejam cansados eles tem como pescar, tem como sobreviver”, afirmou Giovanna Benozzi, filha do médico Jorge e namorada de Mauro, ambos tripulantes do veleiro.

Giovanna Benozzi está em Florianópolis com a amiga Andrea Ernelcian, que é casada com seu pai Jorge Benozzi. Elas buscam quaisquer indícios dos desaparecidos pela costa, locais de embarcações e receberam diversos apoio na ilha de Santa Catarina. Na costa de Florianópolis uma balsa teria sido avistada em outubro deste ano. Nesta quarta-feira, 19, elas seguem para os portos de Itajaí e rumam para a Argentina.

No último contato realizado com os familiares, no dia 28 de agosto, Giovanna lembra da tranquilidade dos tripulantes, e é isso que motiva a continuidade pela busca. “Eles afirmaram que estavam bem, e que passavam por uma grande tormenta, mas que os familiares poderiam ficar tranquilos”, disse.  Após o último contato as buscas iniciaram com toda a força, com apoio da Força Aérea Brasileira, Marinha do Brasil e também as respectivas corporações da Argentina.

Cronologia

22/08: Quatro tripulantes homens saem da Argentina rumo ao Rio de Janeiro em um veleiro Tunante II- porte médio, 42 peças

26/08: Passam por uma tormenta no Rio Grande do Sul. Entram em contato com familiares, mas ficam sem bateria

27/08: Após 13 horas sem comunicação, Marinha da Argentina chama um barco norueguês para auxiliar na busca. A  embarcação é avistada, mas devido ao mau tempo, a Marinha perde de vista os tripulantes. Força Aérea Brasileira também auxilia nas buscas

14/09: Marinha do Brasil e Argentina suspendem as buscas

28/09: Novas imagens de satélites são obtidas pela família com pesquisadores. Imagens são analisadas por especialistas argentinos e americanos.Buscas voltam de forma oficial

11/10: Pelo reflexo, balsa estaria próxima à costa de Florianópolis, mas a baixa visibilidade faz com que embarcação fosse perdida de vista

12/10: Documentos de um tripulante são encontrados e são encaminhados para o 5º Distrito Naval da Marinha do Brasil . Marinha do Brasil afirma que perícia será divulgada no dia 30 de novembro. Mas, não asseguram que balsa foi habitada

Na internet

www.buscandoaltunante.com.ar

Twitter: #losseguimosbuscando

Facebook: SOS TunanteII

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