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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Aplicativo permite aluguel e compartilhamento de bicicletas em Florianópolis

O aplicativo Everbike oferece locação de bikes mediante taxa de R$ 5,90 por hora. Serviço está funcionando na Capital, mas não tem estações físicas

Rafael Thomé
Florianópolis

Após o fracasso da prefeitura na tentativa de implantar um sistema de compartilhamento e aluguel de bicicletas em Florianópolis, já que não houve interessados no processo licitatório aberto no ano passado, uma iniciativa particular pretende ocupar esta lacuna. No final de abril, foi lançado o Everbike, serviço que disponibiliza bicicletas para aluguel em diversos pontos da cidade por meio de um aplicativo disponível para aparelhos que utilizam o sistema Android.

Eduardo Valente/ND
Sílvio Seara criou o aplicativo Everbike: por enquanto, cinco bikes são disponibilizadas

 

Criado por Silvio Seara, o aplicativo tem funcionamento simples e cobra uma taxa de R$ 5,90 por hora de aluguel. “Para alugar uma bicicleta, basta acessar o aplicativo e localizar no mapa onde estão as bikes disponíveis. Com o celular, o usuário lê o QR Code gravado na bicicleta e o app faz uma pré-autorização utilizando o Pay Pal [sistema de pagamento on-line]. Assim, a gente garante que o usuário não vai extraviar a bicicleta”, explica Seara. “Quando a bike é devolvida, a pré-autorização é cancelada e a cobrança é feita de acordo com o tempo de uso”, completa.

Cinco bicicletas foram disponibilizadas pelo criador do aplicativo, mas a ideia é que os usuários cadastrem suas bicicletas para aluguel de maneira semelhante ao funcionamento do site de locação de imóveis AirBnB. “Cada vez que a bicicleta disponibilizada por um usuário é alugada, 70% vão para o proprietário e os 30% para taxas de administração. Depois, o usuário pode sacar o dinheiro ou usá-lo para alugar outra bicicleta”, explica.

A segurança também é uma das preocupações de Seara. Para garantir que as bicicletas não sejam furtadas, o Everbike utiliza um sistema de travas em “u”, que não podem ser quebradas com ferramentas de mão. “Também temos a política de aceitar bicicletas com valor máximo de R$ 600, incluindo os acessórios. Assim, o roubo não fica tão atrativo”, diz. A trava funciona com uma senha e, quando o usuário faz o aluguel pelo aplicativo, recebe o código para liberar a bicicleta.

Cidade não tem estações fixas

Durante o desenvolvimento do aplicativo, Silvio Seara percebeu que um dos grandes problemas dos serviços de compartilhamento e aluguel de bicicleta é a centralização dos equipamentos em estações fixas. “Isso causa o chamado problema da última milha, que é quando o usuário sai de um terminal de ônibus, por exemplo, e tem se deslocar a pé para chegar à bicicleta”, afirma.

Para solucionar esse problema, o aplicativo permite a disponibilização das bicicletas em qualquer lugar da cidade. “A ideia é sempre ter uma por perto. Depois de usar a bike, o usuário pode deixá-la no ponto em que quiser, desde que esteja dentro do raio pré-estabelecido pelo dono do equipamento. Esse raio de devolução deve ser bem amplo e funciona, apenas, para que a bicicleta não seja deixada em outra cidade ou em um ponto extremamente distante de onde foi retirada”, diz Seara.

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