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Após tentativa de latrocínio, moradores se mobilizam para reforçar segurança em Coqueiros

Motorista de 64 anos foi arrancada de dentro do carro por assaltantes e foi vítima de um tiro que a atingiu de raspão na cabeça

Schirlei Alves
Florianópolis
19/09/2018 às 18H34

O assalto que acabou com uma senhora de 64 anos baleada de raspão na cabeça, na manhã desta quarta-feira (19), na avenida Engenheiro Max de Souza, em Coqueiros, propagou sensação de insegurança no comércio do bairro. Imagens do entorno flagraram a forma como a mulher foi arrancada do veículo, um Chevrolet Tracker, com violência por três criminosos armados, após sair de uma lavanderia. Por sorte, segundo o Hospital Governador Celso Ramos, o ferimento não foi grave.  

Assalto ocorreu na frente de uma lavanderia, no bairro Coqueiros - Flávio Tin/ND
Assalto ocorreu na frente de uma lavanderia, no bairro Coqueiros - Flávio Tin/ND

“Trabalhamos aqui há mais de dois anos e esse foi o primeiro assalto à mão armada aqui na frente. A gente se sente inseguro, não tem tanto policiamento durante o dia. Uma coisa que poderia nos ajudar era os criminosos ficarem presos”, disse a proprietária da lavanderia, Kelly Dutra, 29 anos.  

Embora os registros da SSP (Secretaria de Estado de Segurança Pública) apontem redução de 19,75% (de 81, em 2017, para 65, em 2018) nos roubos de veículos na região continental de Florianópolis, a Polícia Militar acredita que os crimes estão mais violentos. Os dados são de janeiro a 18 de setembro.

“A gente costumava ter mais furtos e não tanto roubos com violência. Acredito que há mais medo do ‘meliante’ de ser flagrado ou de que as pessoas possam revidar, por serem locais de grande fluxo de pessoas”, disse o tenente-coronel Sandro Cardoso, do 22º Batalhão da Polícia Militar.

Os roubos a pedestres e comércios também reduziram na região, segundo a contagem da SSP, em 34,76% (de 210 para 137) e 63,64% (de 43 para 33), respectivamente. Curiosamente, os roubos em veículos, que são os assaltos nos quais os criminosos levam apenas os pertences do motorista e não o veículo, foi o que mais cresceu (111,11%), apesar de os números não serem tão expressivos como os demais (de 18 para 38).

De acordo com Sibyla Loureiro, presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança), que envolve os bairros de Coqueiros, Itaguaçu, Bom Abrigo e Abraão e a comunidade Vila Aparecida, as reclamações mais frequentes nas reuniões são de furtos (quando não há violência), o que vai ao encontro dos dados. “Vamos discutir sobre os roubos na próxima quarta-feira. Mas estamos percebendo que é preciso retomar a prática antiga e os vizinhos voltarem a se conhecer para poder se ajudar”, destacou Sibyla.  

Por isso, a intenção dos moradores é aumentar a quantidade de Redes de Vizinhos, que são grupos de WhatsApp em conjunto com a Polícia Militar. Foi justamente uma dessas redes que colaborou para que a prisão de pelo menos dois suspeitos fosse realizada em menos de 20 minutos após o assalto desta quarta-feira.

O trio foi flagrado trocando a placa do carro da vítima em uma servidão na Vila Aparecida. Os suspeitos correram para a Praia do Meio, um deles conseguiu escapar. O veículo foi recuperado. A dupla, de 20 e 22 anos, foi autuada por tentativa de latrocínio (roubo com morte), resistência à prisão, porte de arma (um revólver 38 foi apreendido) e posse de droga (cerca de 200 gramas). Eles devem passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (20).

Segundo o comandante do 22º BPM, pelo menos um dos suspeitos já era conhecido da polícia por atuar da mesma forma em outros roubos, acompanhado de três ou quatro comparsas.

À PM, um dos suspeitos justificou o disparo contra a vítima com a alegação de que ela teria ficado presa no cinto, o que pareceu, no julgamento dele, que a senhora de 64 anos reagiria à ação criminosa.

Confira imagens obtidas pela RICTV Record SC:

 

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