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Após separação, Governo dos EUA reúne 57 crianças imigrantes aos pais

Em duas semanas, governo ainda terá de reunir outras 2.000 crianças; prazo é até dia 26 de julho

Folha de São Paulo
Washington (EUA)
12/07/2018 às 12H35

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Dois dias depois de esgotado o prazo para a reunificação de todas as crianças imigrantes com menos de cinco anos aos seus pais, o governo dos Estados Unidos informou na manhã desta quinta-feira (12) que conseguiu reunir 57 delas, de um total de 103 menores.

Em duas semanas, ele ainda terá de reunir outras 2.000 crianças, separadas dos pais ao atravessarem ilegalmente a fronteira com o México. O prazo é até dia 26 de julho.

A medida cumpre uma decisão de um juiz federal da Califórnia, que pediu um relatório final para esta quinta.

Secretaria garantiu ainda que conhece a localização de todas as crianças separadas das famílias que estão sob sua custódia - SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Advogados se queixam de que a reunião dos pais às crianças encontrou inúmeros obstáculos burocráticos - SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP


Segundo o governo americano, as outras 46 crianças não puderam ser reunidas por motivos diversos, como a deportação dos pais para o país de origem (caso de 12 delas), antecedentes ou suspeitas criminais contra os pais (presentes em 12 casos) ou guardiões que ainda estão detidos em prisões federais ou estaduais (são 11).

"Nosso objetivo foi o bem-estar das crianças e seu retorno a um ambiente seguro", informou o Departamento de Segurança Interna, em nota.

Advogados se queixam de que a reunião dos pais às crianças encontrou inúmeros obstáculos burocráticos, como a exigência de digitais de todos os membros da família e extensivas checagens de DNA e antecedentes criminais. 

Eles afirmam que a demora em cumprir a decisão é prejudicial às crianças.

Já o governo argumenta que era preciso proteger os menores e que os procedimentos de segurança impediram a reunião de alguns deles com suspeitos de homicídio ou condenados por tráfico humano e violência sexual contra menores.

Em nota, o Departamento de Segurança Interna reafirmou que a mensagem do governo americano é "clara": "Não arrisque sua própria vida e a vida de seu filho tentando entrar nos EUA ilegalmente".

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