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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Após morte de Róger Bitencourt, ciclistas programam manifestações e carta ao Ministério Público

Uma bicicleta fantasma será instalada neste domingo para homenagear o jornalista

Felipe Alves
Florianópolis

A manifestação silenciosa de ciclistas na manhã desta segunda-feira (28) em protesto à morte do jornalista e ciclista Róger Bitencourt foi a primeira de uma série de protestos marcados para reivindicar segurança, melhor infraestrutura e chamar a atenção das pessoas para uma conscientização maior por um trânsito mais seguro.

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Flávio Tin/ND
Ciclistas fizeram um protesto silencioso em frente à capela que Róger estava sendo velado

 

Nesta quarta, os ciclistas devem fazer um protesto na SC-401 e, no domingo (3), uma bicicleta fantasma será instalada no local do acidente, próximo a Jurerê. No dia 13 de outubro, ciclistas colocaram a 10ª bicicleta fantasma na Via Expressa Sul, em homenagem ao professor Gabriel Serrôa da Mota, 61, atropelado no dia 5 de outubro.

Além de amigos e familiares, políticos, empresários e jornalistas acompanharam o velório. O governador Raimundo Colombo (PSD) e o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Júnior (PSD), que estiveram no cemitério, foram questionados sobre melhorias de infraestrutura e fiscalização nas rodovias e avenidas da cidade.

Cesar ressaltou que somente obras de ciclovia não resolverão o problema da falta de segurança. “As obras físicas são importantes, mas também é importante que haja um trabalho de respeito mútuo. Temos que nos respeitar independente de estarmos em um automóvel ou em uma bicicleta”, disse. O prefeito afirmou que conversará com Guarda Municipal e Polícia Militar Rodoviária para intensificar a fiscalização.

Questionado sobre futuras obras de ciclovia na cidade, Colombo disse que o governo trabalha para melhorar a estrutura. “Existe um grande passivo de ciclovias no Brasil e no Estado que a gente está tentando recuperar. E muita coisa estamos conseguindo fazer", declarou.

 

Carta será entregue ao Ministério Público

O analista de sistemas e ciclista Ari Boehme, 50 anos, ressaltou a importância de melhorar quatro questões: a infraestrutura, a educação no trânsito, a fiscalização efetiva e a punição dos responsáveis por acidentes. “Róger pagou com a vida pela ausência de fiscalização e infraestrutura. Hoje [segunda] é uma homenagem a mais que prestamos, mas faremos uma série de ações para termos mais segurança no trânsito para todos, sejam ciclistas, pedestres”, ressaltou.

A profissional de educação física Rafaela Della Giustina, 34, entende que a construção de ciclovias são essenciais, mas o importante é a conscientização. “As pessoas dirigem de forma bruta, impiedosa. O primordial é a conscientização e a educação. Deve haver colaboração de todas as partes”, pediu.

Além das manifestações, os ciclistas deverão redigir uma carta de proposta ao Ministério Público de Santa Catarina para averiguar a falta de infraestrutura e cobrar mais fiscalização do poder público. “Está insustentável este tipo de coisa. Não dá mais para ser permissivo. Perigosa não é a rodovia, é a permissividade”, disse o professor aposentado Milton Carlos Della Giustina.

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