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Após moção de repúdio na Câmara, delegado é alvo de protesto em caso de assédios na Udesc

Concentração do ato começou às 16h no Largo da Alfândega, no Centro de Florianópolis, e em seguida manifestantes seguem até o Ministério Público, que analisa o caso

Marina Simões
Florianópolis
21/06/2018 às 17H22
Faixa foi fixada no portão de entrada do campus sede da Udesc, em Florianópolis - Marco Santiago/ND
Faixa foi fixada no portão de entrada do campus sede da Udesc, em Florianópolis - Marco Santiago/ND


Estudantes da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) se reúnem em protesto contra a decisão do delegado Paulo Henrique de Deus, que pediu o indiciamento por perturbação da tranquilidade do docente acusado de assediar alunas da universidade. A concentração começou às 16h desta quinta-feira (21) no Largo da Alfândega, no Centro de Florianópolis, e em seguida as manifestantes seguem até o Ministério Público, que analisa o caso.

Segundo uma das advogadas das vítimas, Isadora Tavares, o protesto tem como objetivo chamar a atenção do MP para a gravidade do caso. “Para que o Ministério consiga enxergar que existe, sim, a hierarquia nesse caso, como pede o tipo penal, e para chamar a atenção de que o crime de assédio é muito maior do que a previsão penal”, disse.

O MP tem prazo de 15 dias para ofertar uma denúncia, conforme prevê o código de processo penal. Porém, não há penalidade caso o prazo seja ultrapassado em razão do alto número de demandas. “Nesse parecer do MP pode ocorrer a mudança da tipificação penal. O que todas nós esperamos que seja feito”, explicou Isadora.

O crime de perturbação da tranquilidade, como tipificou o delegado Paulo Henrique de Deus no inquérito em que o professor foi investigado, tem pena de 15 dias a dois meses. A apresentação da conclusão do inquérito, em 6 de junho, deixou vítimas e outros estudantes da Udesc indignados.

A Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou na sessão desta quarta-feira (20), com apenas um voto contra, uma moção de repúdio ao delegado proposta pela vereadora Carla Ayres (PT). “A aprovação é muito simbólica. É óbvia a relação de poder entre um professor e suas bolsistas, todas cotistas. Misoginia institucional não passará”, comemorou a vereadora em seu perfil em uma rede social.

Dez alunas afirmaram terem sido vítimas de assédio sexual durante sessões de orientação com o professor na investigação. Após uma das alunas relatar ter sido estuprada pelo docente em Palhoça, onde esse caso é investigado, as demais também contaram sobre as ocasiões em que foram assediadas durante orientação pedagógica.

>> Alunas que acusaram professor da Udesc por assédio querem novas diligências em inquérito

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