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Após fim de relacionamento abusivo, mulher luta para superar e seguir em frente

O marido de Silvia França não aceitou o término do relacionamento, negou o pedido de divórcio e a agrediu, mas ela buscou ajuda e está dando a volta por cima

Marina Simões
Florianópolis
08/03/2018 às 20H00

Pela primeira vez em um salão de beleza, Silvia França, 37, estava curiosa para ver o resultado da transformação que ganhou de presente neste Dia Internacional da Mulher. Uma mistura de ansiedade e alegria estava estampada em seus olhos enquanto era maquiada e tinha o cabelo escovado. Há pouco menos de um ano, em julho de 2017, ela estava em uma situação muito diferente, tentando sair de um relacionamento abusivo e buscando ajuda da lei para se proteger das ameaças do marido. 

Silvia está lutando para seguir em frente, cuidar de si e da filha de sete anos - Flávio /tin/ND
Silvia está lutando para seguir em frente, cuidar de si e da filha de sete anos - Flávio /tin/ND


Após quase 17 anos de casada, ela resolveu dar um basta nas noites de preocupação, durante as quais não sabia se o marido chegaria embriagado em casa e se teriam outra discussão. “Durante os últimos sete anos, ele me traiu. Por muito tempo, eu aguentei quieta, por causa da minha filha pequena. Ele chegava em casa, brigava comigo e eu não respondia para não piorar a situação, mas chegou uma hora que eu não aguentei mais”, contou Silvia, tímida.

Ela pediu o divórcio, seu marido não aceitou, a surrou e ameaçou machucá-la ainda mais. Silvia registrou um boletim de ocorrência na delegacia, e foi morar com a filha na casa de uma colega após a agressão. Quando tentou entrar em contato com o marido para pedir o divórcio novamente, ele a bateu mais uma vez. “Depois que fui a segunda vez na delegacia, meu marido ficou com medo da polícia e resolveu sair de casa. Desde então, ele não apareceu mais”, disse ela.

A reação de Silvia ao se ver no espelho emocionou quem estava no salão de beleza - Flávio Tin/ND
A reação de Silvia ao se ver no espelho emocionou quem estava no salão de beleza - Flávio Tin/ND


A maquiagem, a tintura e o corte diferente no cabelo parecem ser pouco, mas ao ver Silvia não se reconhecendo no espelho do salão de beleza, os olhos de quem estava lá se encheram d’água, assim como os dela. “Nem parece ser eu”, falou, ainda sem acreditar muito em seu reflexo. Apesar da dificuldade de trabalhar e criar a filha de sete anos sozinha depois de passar por esse período conturbado de sua vida, Silvia demonstra esperança: “tá sendo uma luta, mas tá indo. Melhor do que antes”.

Os tratamentos de beleza foram um presente, ideia da delegada Eliane Chaves, que cuida do caso de Silvia, e de sua cabeleireira, Sintia Nunes. “Quando a delegada me falou do caso dela, eu me ofereci na hora. Eu amo o que faço e para mim não custa nada ajudar”, disse com um sorriso no rosto. Emocionada com o resultado da transformação, Sintia aconselhou Silvia a continuar se cuidando e a lembrou do quão bonita ela é.

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