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Após deixar presidência, Alexandre Waltrick faz avaliação dos 12 anos a frente do IMA

Último ato sob seu comando foi o lançamento da Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, considerada por ele um avanço importante na área de licenciamento

Fábio Bispo
Redação ND
04/09/2018 às 22H21

Alexandre Waltrick deixa a presidência da IMA -SC SC (Instituto do Meio Ambiente), antiga Fatma, com sentimento de dever cumprido. Em 12 anos de atuação no órgão, onde ingressou em 2006 no cargo de procurador emendando com quatro anos e meio na presidência, Waltrick deixa a instituição após o lançamento da LAC (Licença Ambiental por Adesão e Compromisso), considerada por ele um avanço importante na área de licenciamento.

Segundo o presidente do IMA, Alexandre Waltrick Rates, o atual modelo trifásico está ultrapassado - Daniel Queiroz
Waltrick deixou a presidência do IMA após 12 anos - Daniel Queiroz/Arquivo/ND


A frente do órgão licenciador do Estado, en­frentou questões polêmicas, conseguiu superar discussões eternas, mas também esbarrou em tantas outras. “Não conseguimos fazer tudo que queríamos, mas tenho certeza que conseguimos fazer com que a população e o governo percebesse a importância dos órgãos ambientais”, explicou. Waltrick conta que uma das suas missões no órgão foi o de justamente “afastar as dúvidas em relação aos órgãos ambientais” e “resgatar a autoestima dos técnicos do órgão”. “O Meio Ambiente hoje é di­ferente de dez anos atrás. Hoje, a questão ambien­tal está na pauta da sociedade. O próprio governo mudou seu entendimento sobre o assunto”, conta.

Atualmente, o IMA é responsável pelo licen­ciamento de 390 atividades licenciáveis, mas suas atribuições vão além do licenciamento. “Temos a questão da educação ambiental, que é muito im­portante, entre uma lista de 12 atribuições”, conta. O ex-presidente lembra que o estado conseguiu recuperar a Mata Atlântica e fazer com que vol­tássemos a um estágio de vegetação de 33 anos atrás. “Temos muita área verde e temos que prote­gê-las”, garante. Wantrick destaca ainda as par­cerias com os municípios e a importância dos en­tes municipais também fortalecerem seus órgãos de licenciamento e fiscalização.

“Quem apostou que os órgãos ambientais se­ria um retrocesso perdeu a aposta. Hoje essa é uma realidade, o Brasil tem metas e tratados in­ternacionais, como o Acordo de Paris”, afirmou.

Desenvolvimento econômico associado ao meio ambiente

Pauta recorrente quando o assunto é preser­vação ambiental e crescimento econômico, Waltri­ck diz que o desenvolvimento hoje não está mais dissociado da questão ambiental. “Essa ideia já passou [de que crescimento e preservação não ca­minham juntas]. É muito possível desenvolver sem o uso exagerado dos recursos naturais”, explica.

Ele cita a resistência em torno da LAC, que vai oferecer o licenciamento de atividades de forma praticamente automática. “Temos que respeitar o trabalho de todo mundo, se alguém diz que vai executar tal ação temos que ter boa fé”, afirmou explicando que a LAC começou com o setor de avi­cultura por essa área já ter sido exaustivamente estudada. “Os críticos dizem que a LAC não neces­sita de estudos e por isso mesmo que iniciamos o processo pela avicultura, pois é atividade da qual já estudamos muito e sabemos todas as possibilida­des”, informou.

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