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Após bombeiros encerrarem buscas, filho de piloto desaparecido vem a SC procurar ultraleve

Deputado fluminense Pedro Fernandes solicitou licença não remunerada para acompanhar as buscas pelo pai, que estava na aeronave durante o voo da última sexta-feira

Everton Palaoro
Florianópolis
02/08/2018 às 22H04

O deputado fluminense Pedro Fernandes (PDT) solicitou licença não remunerada da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Segundo ele, a iniciativa foi tomada após saber que o Corpo de Bombeiros vai encerrar nesta sexta-feira (3) a operação de resgate do monomotor desaparecido no Litoral de Santa Catarina na última semana. A aeronave era pilotada pelo pai do deputado, o piloto José Ubirajara Moreira da Silva.

Equipes realizaram buscas com sonar na área mapeada com o possível local da queda da aeronave - CBMSC/Divulgação/ND
Equipes realizaram buscas com sonar na área mapeada com o possível local da queda da aeronave - CBMSC/Divulgação/ND


Fernandes disse que os mergulhadores voluntários seguirão trabalhando. Embora tenha se mostrado triste com a informações, ele agradeceu a dedicação dos profissionais. “Fico triste, frustrado mas entendo que estão seguindo um protocolo e só tenho a agradecer por tudo que eles e os outros militares fizeram até aqui. Não desistirei de continuar procurando e a partir de sábado continuarei sozinho.”, escreveu em uma rede social. A reportagem do jornal Notícias do Dia não conseguiu contato com o tenente Daniel Dutra, responsável pelas informações da operação de resgate.

O piloto, de 68 anos, chegou a Porto Belo 15 dias antes do acidente. Durante o pouso, o ultraleve sofreu avarias na hélice e também no trem de pouso. Somente após o conserto da aeronave é que ele decidiu partir para São Paulo.

O ultraleve decolou do Condomínio Aeronáutico Costa Esmeralda com destino a Itanhaém, no litoral de São Paulo, mas oito minutos depois o piloto relatou dificuldades de contato visual com terra e mar. A aeronave sumiu do radar do Aeroporto Navegantes por volta de 11h10.

As equipes do Corpo de Bombeiros localizaram partes do trem de pouso, fuselagem, mala e uma mochila. entre Itapema e Bombinhas. Contudo, não conseguiram achar o ponto de queda estimado entre Itapema e Navegantes.

Nos últimos dias o clima atrapalhou o trabalho. Um dos barcos do Corpo de Bombeiros Militar conta com um sonar e equipe especializada em mergulho. Desde quarta-feira (1º), uma embarcação com sonar capaz de mostrar mais detalhes do fundo do mar auxilia nas buscas. Ela veio do Rio de Janeiro..

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