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Após atentado, Alckmin retira propagandas no rádio que atacam Bolsonaro

Campanha pediu para alterar inserções que seriam transmitidas até domingo

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
07/09/2018 às 19H04

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) retirou inserções da propaganda política que criticam o candidato Jair Bolsonaro (PSL) previstas para serem veiculadas de sexta-feira (7) até domingo (9). A decisão foi tomada após o ex-capitão do exército, líder nas pesquisas de intenção de voto, ser esfaqueado em Juiz de Fora. Ele está internado em São Paulo. 

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, em palestra na Assembleia - Daniel Queiroz/ND
Campanha de Alckmin sofreu alterações após ataque a Bolsonaro - Arquivo/Daniel Queiroz/ND


A coligação que apoia o tucano entrou com pedido no TSE, nesta quinta-feira (6), para mudar as inserções de 30 segundos cada, já enviadas para serem transmitidas no rádio.

O pedido foi aceito pelo ministro Carlos Bastide Horbach, que autorizou que a mudança fosse feita fora do prazo. A candidatura tinha até quinta, às 14h, para confirmar as inserções veiculadas até o domingo.

"Considerando as circunstâncias excepcionais em que formulado o pedido, defiro a substituição pleiteada, que deverá ser comunicada, com a urgência possível, às emissoras de rádio", afirmou o ministro Carlos Bastide Horbach.  

A mudança foi feita apenas para a propaganda no rádio. Na televisão, Alckmin seguirá com a mesma ordem de inserções previstas.

O candidato do PSDB à presidência da República apostou na estratégia de atacar Jair Bolsonaro desde o início do horário eleitoral, no dia 31 de agosto. Até agora já fez pelo menos quatro propagandas com referências ao candidato do PSL, que lidera as intenções de voto.

Primeiro, criticou uma das bandeiras de campanha do ex-capitão do exército, que é o armamento da população. Batizado de "A bala", o filme do tucano não faz menção ao rival. Ao som de música clássica, o projétil de uma arma atinge objetos que simbolizam fome, desemprego e saúde. No último quadro, ele encontra a cabeça de uma criança. "Não é na bala que se resolve", diz a peça publicitária.

Depois, Alckmin veiculou em uma propaganda cenas de Bolsonaro maltratando mulheres. O vídeo, veiculado no sábado (1º), primeiro dia do horário de TV com presidentes, começa com uma questão: "Você gostaria de ser tratada deste jeito?" Então, reveza imagens de dois episódios em que Bolsonaro xinga mulheres.

Em outra propaganda, veiculada no bloco eleitoral de quinta (6), a campanha de Alckmin lembra que ele se diz contra a igualdade de salários entre homens e mulheres. Outra inserção do horário eleitoral do tucano já comparou Bolsonaro com Hugo Chavez.

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