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Após ataque, EUA dizem que próximos passos dependem da Síria e da Rússia

O governo americano defendeu a ofensiva como "justificada, legítima e proporcional"

Folha de São Paulo
São Paulo
14/04/2018 às 13H09

ESTELITA HASS CARAZZAI

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Após o presidente Donald Trump afirmar que a missão havia sido "cumprida" na ofensiva aérea na Síria, o governo dos Estados Unidos declarou que os próximos passos da estratégia militar do país vão depender do governo de Bashar al-Assad e da Rússia, um de seus principais aliados.

"O que acontece a seguir tem tudo a ver com o que o regime de Assad decidir fazer, e com o que o governo russo decidir permitir", afirmou a porta-voz do Pentágono, Dana White, neste sábado (14).

O governo americano defendeu a ofensiva, realizada em represália a um ataque químico na semana passada, como "justificada, legítima e proporcional". 

Segundo o Pentágono, os EUA não têm a intenção de mudar sua estratégia na Síria, nem de se envolver na guerra civil que já matou 400 mil pessoas no país. O objetivo, de acordo com White, continua sendo derrotar o Estado Islâmico.

Mas o governo declarou que o uso de armas químicas pelo governo sírio é "inaceitável" e que, apesar de considerar o ataque desta sexta bem-sucedido, o que acontece a seguir "vai depender de Assad".

CIVIS E MILITARES

De acordo com o Pentágono, 105 mísseis foram disparados contra três instalações militares do regime de Assad, que atuavam no armazenamento e desenvolvimento de armas químicas. 

Os mísseis atingiram os alvos com sucesso, segundo o governo, que informou não ter conhecimento de mortes de civis até aqui. 

Também não houve baixas militares do lado americano, que atacou em parceria com forças da França e do Reino Unido.

O general e diretor do Pentágono Kenneth McKenzie destacou, porém, que cerca de 40 mísseis foram disparados pelos sírios logo após o ataque dos americanos, e que "provavelmente" muitos deles não tinham trajetória definida. 

"Isso tem que cair em algum lugar, é um risco para o próprio povo sírio", afirmou.

Uma eventual retaliação militar contra os EUA não foi descartada pelo general McKenzie. "Nós estamos preparados para isso. Estamos posicionados na região e globalmente. Estamos prontos para qualquer coisa", disse. 

A porta-voz do Pentágono fez um convite ao governo de Vladimir Putin, para que honre seu compromisso e ajude a garantir que o governo de Assad desative seu programa de armas químicas.

Durante a entrevista deste sábado, os repórteres perguntaram inúmeras vezes quais são as provas de que existem armas químicas na Síria, e lembraram que uma inspeção da Organização para Proibição de Armas Químicas deve visitar o país em breve.

"Por que vocês não aguardaram a conclusão desse relatório?", perguntou um jornalista.

White afirmou que não poderia compartilhar as provas no momento por questões de inteligência, mas que os EUA estão confiantes sobre as evidências colhidas até aqui.

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