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Após acordo selado com PT, PSB oficializa neutralidade nas eleições presidenciais

Convenção marcada para lançar Márcio Lacerda teve confusão; aos gritos de golpista, apoiadores e adversários se empurraram e trocaram agressões

Folha de São Paulo
Brasília (DF)
05/08/2018 às 18H20

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O PSB oficializou neste domingo (5) posição de neutralidade na corrida presidencial deste ano. A decisão, tomada em congresso nacional em Brasília, faz parte de acordo selado com o PT.

A convenção marcada para lançar Márcio Lacerda candidato teve confusão quando o deputado Júlio Delgado, de ala opositora, chegou ao local para ler decisão do TSE que invalida o encontro. Aos gritos de golpista, apoiadores e adversários de Lacerda se empurraram e trocaram agressões.

Decisão tomada em congresso nacional em Brasília faz parte de acordo selado com o PT - Pedro Ladeira/Folhapress
Decisão tomada em congresso nacional em Brasília faz parte de acordo selado com o PT - Pedro Ladeira/Folhapress


A abertura do evento com apresentação ao piano da suave “Jesus, Alegria dos Homens”, de Johann Sebastian Bach, não acalmou os ânimos da convenção, que teve gritaria e protestos de membros do partido.

Pelo acordo fechado entre PSB e PT, os socialistas não darão apoio a nenhum dos candidatos à Presidência. A decisão inviabilizou a ofensiva de Ciro Gomes (PDT), tido como o principal adversário do PT na disputa pelo eleitorado de esquerda.

No acerto, o PT aceitou retirar a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, o que pode facilitar a campanha do socialista Paulo Câmara ao governo do estado. Em troca, o PSB retirou, em Minas Gerais, a candidatura ao governo do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda.

Lacerda não aceitou a decisão nacional e o diretório no estado, que o apoiava, acabou dissolvido. A convenção regional, que tentou lançar a candidatura do ex-prefeito à revelia da direção do partido, acabou invalidada na Justiça e terminou em briga.

Neste domingo, apesar da insatisfação de dissidentes, que buscavam apoiar Ciro Gomes, a neutralidade foi oficializada em votação simbólica.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, argumentou que a decisão de não fechar nenhuma aliança nacional não vai eliminar a atuação do partido, já que o candidato do PT, ex-presidente Lula, está preso e o segundo lugar nas pesquisas é Jair Bolsonaro (PSL).

“Seria um absurdo se nós ficássemos neutros diante do atual cenário político e eleitoral”, disse.

A deliberação deste domingo não impede o apoio de lideranças regionais do PSB a presidenciáveis. De acordo com Siqueira, serão aceitas alianças nos estados, inclusive à candidatura de Ciro Gomes. Parcerias com Bolsonaro não serão permitidas pela direção do partido.

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