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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Apesar das oscilações, Ibovespa volta a fecha com alta de 0,48% na quarta-feira

Para pequeno investidor, aplicação em bolsa neste período de instabilidade exige nervos de aço

Redação ND
Florianópolis

Em dia de forte oscilação no mercado de ações brasileiro, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) conseguiu fechar em terreno positivo ontem. Na contramão dos mercados norte-americano e europeu, o Ibovespa, o termômetro dos negócios da bolsa paulista, subiu 0,48%, atingindo os 51.395 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,19 bilhões.

Ao longo do dia, favorecida pela alta de ações como Petrobras, Vale e OGX, a bolsa chegou a subir 1,98%, na máxima do dia. As pressões de baixa vindas do exterior, porém, também fizeram o mercado doméstico chegar a 2,35% de queda no início da tarde.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 4,62% e chegou a 10.719,94 pontos e o Nasdaq, dominado pelo setor tecnológico, caiu 4,08%, para 2.381,05 pontos. O índice ampliado Standard & Poor's 500 teve baixa de 4,41%, para 1.120,76 pontos.

Entre as ações em destaque, OGX subiu 1,83%, enquanto os papéis da BM&FBovespa tiveram elevação de 4,16%, após a divulgação de lucro acima do esperado. Petrobras PN subiu 3,02% e os papéis preferenciais da Vale, 0,26%.

Com a queda dos últimos dias, muitas ações atingiram preço atrativo no mercado de ações brasileiro, incentivando o movimento de compra que ajudou o mercado a se descolar do exterior.

Bancos franceses são a nova ameaça
Nos EUA e na Europa, os investidores voltaram às vendas, impulsionados pelo medo de possíveis problemas no setor bancário francês, devido à grande exposição das instituições a títulos de dívida de países europeus com problemas.

"A França tem US$ 350 bilhões em papéis da dívida italiana em seus bancos", afirmou Dave Rovelli, diretor da Canaccord Adams, à Reuters.

Além disso, o mercado se preocupa com um possível rebaixamento da nota da dívida francesa – que hoje é AAA, sinalizando um dos ativos mais seguros do mundo.
Por conta disso, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, voltou mais cedo de suas férias ontem e prometeu cortar o grande endividamento do país.

Apesar disso, ele não anunciou nenhuma nova medida de austeridade, e seus comentários não foram suficientes para evitar que as ações dos bancos franceses afundassem na Bolsa de Paris ontem.

As três principais Bolsas europeias também caíram. Em Londres, o índice Financial Times registrou variação negativa de 3,05%. Em Paris, o CAC-40 caiu 5,45%. Já em Frankfurt, o DAX apontou queda de 5,13%.

Na Bolsa de Paris, as ações do Société General, em que os investidores concentraram sua atenção, chegaram a cair mais de 20%. Os papéis do BNP Paribas passaram dos 10% de queda.

Teste para quem tem nervos de aço

Fernando Mendes/ND
Tomaselli diz que o Brasil está mais bem preparado para superar a crise


Depois do turbilhão que foi o mercado financeiro mundial nesta semana, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou ontem em 0,48%, índice mais próximo ao registrado em dias menos conturbados da economia. No entanto, a continuidade deste cenário pode mostrar que a instabilidade deve durar mais tempo e exigir mais nervos de aço do pequeno investidor.

“O mercado está assustado com cada notícia que se dá pelo mundo afora e o efeito especulativo tem ajudado a gerar índices inconstantes”, tenta definir o professor em finanças do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), Alexandre Galvão.

Para ele, entrar na ciranda da bolsa de valores (onde há lotes de ações sendo vendidos por poucos reais) pode até ser interessante, caso o investidor planeje resultados a longo prazo. “Se for para ter resultado em dois, três ou cinco anos, sem problemas, caso seja com o intuito de negociar e ter retorno rápido, a operação é arriscada”, explica.

Ainda mais cauteloso, Deonir Tomaselli, especialista em finanças da Traders em Ação, aponta que o cenário exterior deve continuar oscilando e ter forte impacto no Brasil. Segundo ele, ainda é cedo para afirmar que as fortes quedas seguidas de resultados positivos igualmente grandiosos continuarão pelas próximas semanas.

Dirigente da escola de finanças pessoais instalada na Capital catarinense, Tomaselli aponta que o mercado brasileiro tem possibilidades de reversão mais concretas em caso de uma crise, como a de 2008. “O cenário está hostil lá fora, mas o investidor vê um porto mais seguro no Brasil”, avalia.

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