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"Anêmico e com dificuldade", Bolsonaro se emociona com vídeos de apoiadores, diz filho

Eduardo Bolsonaro disse acreditar que ataque deve ajudar o pai a receber mais votos

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
09/09/2018 às 17H34

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado federal por São Paulo Eduardo Bolsonaro (PSL) disse que o pai, Jair Bolsonaro (PSL), tem chorado com os vídeos de apoiadores que têm sido mostrados a ele. O filho diz que Bolsonaro está anêmico, ainda fala com dificuldade e caminha poucos minutos com ajuda de um andador.

Diante do quadro, o filho diz mostrar a ele apenas textos e vídeos mais pontuais.

Eduardo diz acreditar que o ataque a Bolsonaro deve ajudar o pai a receber mais votos - Renato S. Cerqueira/Futura Press/Folhapress
Eduardo diz acreditar que o ataque a Bolsonaro deve ajudar o pai a receber mais votos - Renato S. Cerqueira/Futura Press/Folhapress


"Estive rapidamente com ele dentro da sala. Eu evito estimulá-lo, para dar o exemplo como filho. Ele é muito curioso para saber como andam as coisas aqui fora. A gente mostra um vídeo ou outro. Ontem mostrei para ele o vídeo do pessoal cantando o hino nacional do lado de fora da Santa Casa enquanto ele era operado. Ele chegou a se emocionar, chorou um pouco, mas é bom não estimular muito", disse Eduardo.

O filho disse que nos anos 1980 a família teve um carro, um Fiat Panorama azul escuro, que tinha o interior todo manchado de sangue porque Bolsonaro tentou resgatar uma pessoa esfaqueada. Segundo Eduardo, o pai lembrou do episódio ao sentir o pé formigando após a facada, mesma sensação relatada pela pessoa que Bolsonaro teria tentado salvar.

"Ele sabe que esteve próximo de morrer, chegamos a esclarecer para ele que se tivesse sido atingido na veia cava ele teria falecido. Muita gente ajudou, tudo contribuiu para salvá-lo. Se o motorista tivesse titubeado para qual hospital levar teria dado problema, por exemplo", afirmou.

Sobre a campanha e que rumos serão adotados com a ausência de Bolsonaro, Eduardo disse que não há novidades desde sábado (8). Como adiantado pela Folha, o presidenciável deve investir bastante em vídeos para as redes sociais assim que estiver recuperado, e o vice, general Hamilton Mourão (PRTB), e os filhos de Bolsonaro deverão assumir a campanha nas ruas. Nos debates, o palanque do candidato deverá ficar vazio, em uma estratégia de marcar sua presença pela ausência.

Eduardo diz acreditar que o ataque a Bolsonaro deve ajudar o pai a receber mais votos.

"Vamos esperar o que sinalizam as pesquisas. Mas acredito que sim. A imprensa toda fazendo essa cobertura faz com que as pessoas se envolvam emocionalmente com o que está acontecendo", concluiu.

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