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Alterações melhoram fluxo do trânsito no Centro de Florianópolis, mas aumentam infrações

Para economizar alguns minutos no retorno de acesso a dois hospitais, que deve ser na Praça Tancredo Neves ou na Prainha, motoristas realizam conversão proibida em três pontos na rua Silva Jardim

Michael Gonçalves
Florianópolis
04/07/2018 às 22H13

As alterações no trânsito para os motoristas que acessam os hospitais Baía Sul Medical Center e Caridade, na rua Menino Deus, no Centro de Florianópolis, melhoraram o fluxo de veículos, mas resultaram em aumento das infrações. Para economizar alguns minutos no retorno, que agora deve ser feito pela praça Tancredo Neves ou na Prainha, os “espertinhos” fazem a conversão proibida em três pontos na rua Silva Jardim.

Contorno proibido na rua Silva Jardim não é respeitado por motorista - Daniel Queiroz/ND
Contorno proibido na rua Silva Jardim não é respeitado por motorista - Daniel Queiroz/ND


Apesar de boa sinalização, o que falta é educação aos condutores e uma fiscalização mais ativa da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis). O retorno em local proibido é uma multa gravíssima, que representa sete pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) pelo custo de R$ 293,47.

Para acessar os hospitais e um posto de combustível, os motoristas enfrentam um congestionamento diariamente. Percebendo o problema, o Baía Sul Medical Center assumiu a obra, avaliada em R$ 200 mil, que resultou no fechamento de um retorno de quem seguia no sentido da avenida Mauro Ramos até a rua Silva Jardim, além de outras alterações.

Sem este retorno, o percurso aumenta. “O fluxo melhorou bastante e não há mais registro de filas, mas para quem circula em direção à Prainha e tenta acessar os hospitais o tráfego piorou. Pior para as ambulâncias que circulam neste sentido, que precisam entrar pela contramão. Em função disso, a gente presencia muitas infrações todos os dias. O problema, na verdade, é o excesso de veículos”, disse o comerciante Luiz Carlos Pedro, 49 anos, que trabalha em um quiosque.

Durante os 40 minutos que a reportagem esteve no local, 11 veículos fizeram a conversão proibida na esquina das ruas Silva Jardim e José da Costa Moellmann. Em um dos casos, uma ambulância teve que acessar os hospitais pela contramão. Poucos metros à frente, na esquina da Silva Jardim com a rua Doutor Jorge Luz Fontes, outros seis veículos foram flagrados desrespeitando as sinalizações.

Bunizaços após o fechamento de retorno

Após o fechamento do retorno, o vendedor de tintas Ricardo Alexandre, 38 anos, não teve mais sossego. Trabalhando a poucos metros da esquina entre as ruas Silva Jardim e Doutor Jorge Luz Fontes, ele ouve buzinas de quem quer chamar a atenção dos “espertinhos do trânsito”.

No local, uma placa indica que é permitido apenas seguir em frente. “Também achava que a conversão era permitida, porque não há placa de proibição, mas não tinha reparado na outra sinalização. Depois da mudança no trânsito, a gente escuta muitos bunizaços”, contou o vendedor. Quando o motorista comete uma infração de trânsito, além de colocar a sua vida em risco, ele também arrisca a segurança dos outros condutores.

Monitoramento a distância pode ser a solução, avalia GMF

A comandante da GMF, Maryanne Mattos, confirmou a melhora no fluxo de veículos naquele trecho. Sobre a desobediência de alguns motoristas, ela informou que se trata de um problema de educação no trânsito. Além de intensificar a fiscalização, a solução pode ser o monitoramento a distância de um agente da Guarda. “Nosso principal objetivo era aumentar a vazão para os hospitais, porque o congestionamento poderia prejudicar o atendimento de urgência. Quando estamos fiscalizando, as infrações não acontecem e fica impossível estar em todas as esquinas ao mesmo tempo. Uma solução é o monitoramento a distância por um agente, que a legislação já permite a notificação”, explicou.

Maryanne informou que a SMDU (Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Planejamento e Meio Ambiente) e a Diope (Diretoria de Operação do Sistema Viário) estudam a implantação de radares para quem desrespeitar os semáforos, parar sobre a faixa de pedestres ou realizar uma conversão proibida.

O diretor do Diope, Fabrício Justino, informou que voltará ao local para buscar uma solução. Apesar de a sinalização existir em todos os trechos, Justino disse que talvez possa colocar uma placa explicando os possíveis retornos.

A assessoria de imprensa do Baía Sul informou que as obras no local foram finalizadas e do que foi acordado falta apenas subir a cancela do estacionamento do hospital. Obra que tem projeto e falta apenas ser executada.

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