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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Altas temperaturas devem permanecer até a próxima semana em Florianópolis

Alerta: Com a onda de calor, os raios ultravioletas devem atingir nível 14 entre quarta-feira e domingo

Viviane de Gênova, Elaine Stepanski
Florianópolis
Cristina Pierini/RIC Mais
Terça-feira será novamente de calor na Capital


Os termômetros de rua na Grande Florianópolis denunciam: o calor "estacionou" na região. Para esta terça-feira, a mínima prevista é de 22°C e a máxima será de 35°C, segundo a Epagri/Ciram. 

Na tarde de segunda-feira (12), moradores e turistas puderam conferir a marca de 43°C nos termômetros em alguns pontos do centro da capital, confirmando a primeira grande onda de calor do ano. Aliás, as altas temperaturas têm se arrastado desde o dia 13 de dezembro, com a máxima sempre acima dos 34,5°C, segundo o engenheiro agrônomo do Climaterra, Ronaldo Coutinho. 

Referências da OMM (Organização Meteorológica Mundial) caracterizam uma onda de calor quando a temperatura sobe cinco graus acima da média para a região. “Em Florianópolis essa temperatura para o verão é de 29°C”, conta o engenheiro. Para se ter uma ideia, dados da estação meteorológica a qual Coutinho recebe informações indicam que no Norte da Ilha foram registrados 39,2°C no começo da tarde de ontem.

Teoricamente, uma onda de calor se caracteriza por sete dias seguidos de sol intenso, mas quem acha que essa deve ser a única do período pode se decepcionar. “Teremos mais uma ou duas parecidas com essa até o fim da estação”, acredita, lembrando que a onda de calor tem relação direta com a temperatura registrada. A sensação de abafamento e as tempestades que têm ocorrido nos últimos dias não fazem parte das medições necessárias para determinar o fenômeno.

Já o alívio para o calorão poderá ser sentido a partir da próxima semana, quando na Grande Florianópolis a mínima será de 18°C e a máxima não ultrapassará os 20°C. “Na Serra, poderemos atingir os 7°C”, anuncia o engenheiro agrônomo.

 

Alerta para raios ultravioletas

Junto com a alta temperatura, o sol escaldante trouxe também alerta de raios ultravioletas em níveis máximos. A incidência dos raios está em 14, em uma escala que vai de 1 a 18, conforme dados do Cptec-Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).  

De acordo com a meteorologista da Epagri/Ciram, Marilene de Lima, a força dos raios ultravioletas é maior em dias de céu azul. Os níveis extremos ocorrem principalmente nos horários de pico, entre às 10h e 16h. Por isso, é preciso tomar os devidos cuidados com a pele e se proteger, já que os raios trazem reações na pele humana, que vão de queimaduras, ao fotoenvelhecimento e câncer de pele.

Cuidado este que não é seguido tão à risca pela estudante Alanis Amaral, de 17 anos, moradora de Pelotas (RS). “Só passo protetor quando vou à praia, no rosto. Gosto de ficar bronzeada, então uso mesmo um bom bronzeador. No dia a dia, não passo nada”, conta. A prima dela, Mariana Ludtke (14), também não costuma usar muitos produtos para bloquear os raios ultravioletas, mas afirma que tenta compensar na alimentação a hidratação da pele. “Tomo bastante água e como frutas. É bom pra saúde e hidrata o organismo”, justifica.

Já a aposentada Rosângela Penteado da Costa, de 59 anos, toma todos os cuidados possíveis para cuidar da saúde. “Nesse calor, não saio de casa sem passar um monte de protetor solar, fico até com a pele grudando. Mas não tem outro jeito, só assim mesmo!”, diz.

Para ela, inclusive, só o uso de protetor não basta. “Saio de casa com sombrinha e fico tomando água o dia todo. E não é em qualquer horário que tomo sol não! Moro nos Ingleses, e só vou à praia bem cedinho ou de tardezinha. Os raios estão muito fortes, a gente tem que se proteger”, opina a aposentada.

 

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