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Segunda-Feira, 10 de Dezembro de 2018
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Alívio das famílias com retorno dos alunos acidentados em Urubici

Ônibus com estudantes escolares chegou a Florianópolis às 21h desta sexta-feira

Rafaella Martins
Florianópolis
Marco Santiago/ND
Carlos Fertig (D) abraça o filho Gustavo, com a mulher Maria Clara e a filha Ana Carla

Alívio. Esse era o sentimento dos pais ao abraçarem seus filhos na chegada ao Colégio Santa Catarina, no centro da capital, às 21h de sexta-feira. Após oito horas e meia de espera e angústia, familiares dos adolescentes que estavam no acidente em Urubici puderam finalmente respirar descansados. Para todos a única explicação para que as 35 crianças nada sofressem era sinal de que um verdadeiro milagre tinha acontecido. Elas saíram de Florianópolis para participar de uma atividade interdisciplinar na serra catarinense e na volta, em Urubici, deslizaram cerca de 120 metros num barranco sem que o ônibus virasse.

“Quando soube dessa viagem senti um aperto no peito, mas eu o orientei a ter cuidado no morro, fugir de brincadeiras. Mesmo tendo falado com ele pelo telefone e tendo a confirmação de que tudo estava bem, só agora pegando ele em meus braços eu consigo ficar tranquilo”, disse o funcionário público Carlos Fertig, enquanto ouvia o filho Gustavo de 12 anos contando tudo que ele e os amigos tinham passado. “Estávamos voltando do Morro da Igreja quando um ônibus da nossa frente freou e para não bater o motorista acabou puxando e despencando”, lembrou o menino.

 

Marco Santiago/ND
Leonardo de Azevedo Pereira foi recebido pela mãe Josie Silva e elogiou no professor Anderson pelo apoio e conselhos na hora do acidente

Assustado com tudo o que viveu, o aluno do 7º ano Leonardo de Azevedo Pereira fez questão de lembrar do apoio dado pelo professor Anderson Tavares de Melo. “Só ouvimos um estouro e saímos do banco, como se estivéssemos voando. Nunca vou esquecer da cena da guia, mas tenho que ressaltar o apoio do professor, ele sim foi um grande herói”, declarou o menino. Bastante assustada, a mãe Josie Silva de Azevedo, grávida de quatro meses, que ficou sabendo do acidente pela televisão, acredita que a chegada de todos os alunos sem nenhuma gravidade é algo que deve ser muito comemorado. “Saber que eles deslizaram quase duzentos metros sem que o ônibus virasse e estão aqui é algo que devemos levar como um milagre”, disse ela.

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