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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Alemã é a nova colega de alunos do Colégio Ferreira Neto, em São José

A intercambista Jessica Henrich passará um ano no Brasil para conhecer a cultura local e aprender português

Felipe Alves
Florianópolis

Flávio Tin/ND
Jessica (D), que está na casa de Emanuelle, aproveita experiências brasileiras
Jessica Henrich, 17, pode até soar como nome de uma brasileira. Mas ela é alemã e fruto de uma mistura bem diferente de culturas. Filha de um romeno e de uma malaia (originária da Península Malaia, entre Austrália e Indonésia), Jessica é a nova aluna do Colégio Ferreira Neto, em São José. Depois que sua irmã fez um intercâmbio no Rio de Janeiro, Jessica decidiu deixar a Europa e passar um ano em terras brasileiras.

A fim de conhecer e se adaptar à cultura local, aos costumes brasileiros e, principalmente, aprender português, Jessica deixou a Alemanha, incentivada pela família, para explorar mais um dos 20 países que já conheceu viajando com o pai, a mãe e a irmã.

“Meus pais me encorajam a viajar e a vivenciar novas experiências, amo fazer isso. É meu primeiro intercâmbio e, pela primeira vez, vou ficar bastante tempo longe dos meus pais, mas é um ótimo aprendizado”, diz a jovem que, no início do ano passou três semanas no Brasil com os pais e, juntos, percorreram 5 mil km de carro por várias cidades brasileiras.

Jessica está morando na casa de Emanuelle Zwang, 16. Agora, elas são como irmãs. Vivem na mesma casa, vão para a escola e estudam juntas, e passam a tarde trocando experiências. A alemã chegou ao Brasil em 22 de agosto e ainda está um pouco reticente com os costumes locais. Ela já provou feijoada, camarão, brigadeiro e churrasco, mas sente falta mesmo é da comida indiana da mãe. Além da gastronomia, uma das maiores diferenças culturais entre Brasil e Alemanha, segundo ela, é a relação entre as pessoas.

“Lá não há conexão entre colegas e professores. Fiquei surpresa quando cheguei aqui e vi que poderia abraçar a professora. Na Alemanha você também não pergunta aos colegas como eles estão, com verdadeiro interesse na vida deles, faz isso só por respeito”, explica ela.

Para Jessica, a vida no Brasil é muito mais divertida. Nas escolas alemãs as regras são mais rígidas. “Lá você é testado toda hora e a qualquer momento”. Com regras e costumes mais rigorosos, Jessica tem certa facilidade em aprender línguas. Aos 17 anos, além de alemão, ela fala inglês e francês e, agora, vai se dedicar ao português. 

 

Formas diferentes de se comunicar

Logo que chegou à casa de Emanuelle, Jessica teve que lidar com uma das primeiras barreiras: a comunicação. A mãe de Emanuelle não fala inglês e Jessica não sabia português. Assim, elas precisaram encontrar outras formas de se comunicar.

“Era muito engraçado. Nós usávamos um aplicativo de smartphone que traduzia instantaneamente o que a gente falava, ou então ela escrevia o que ela queria dizer e pedir pra Emanuelle traduzir”, conta Jessica.

A mãe e o padrasto de Emanuelle são a família anfitriã (ou hospedeira) de Jessica. Eles são responsáveis por fornecer moradia, alimentação e cuidar da intercambista como se fosse sua filha. No início do ano que vem, a brasileira seguirá o caminho inverso de Jessica e vai para a Alemanha viver com a família da jovem para viver novas experiências.

 

Aprendizado constante

Para Tathiane Regina Silveira, diretora do Colégio Ferreira Neto, a chegada de Jessica na escola está sendo um aprendizado para alunos e professores.

“É a primeira vez nos 34 anos do colégio que recebemos uma intercambista e está sendo uma experiência bem diferente e gratificante. É um aprendizado para todos. Ela está aprendendo diariamente e nós também”, explica Tathiane.

Segunda a diretora, ninguém saiu da rotina com a chegada de Jessica. Todos seguem suas atividades normalmente e tentam fazer com que a adaptação dela seja da forma mais natural possível. Mas, durante o intervalo, Jessica vira a atração.

“Todos querem falar com ela, saber como são os costumes na Alemanha e treinar seu inglês”, diz a diretora.

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