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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Ajuda 2.0: Incubadora de empresas renova processo de colaboração

Novo modelo de acompanhamento das empresas pretende se aproximar mais do empreendedor

Hyury Potter
Florianópolis

Uma ideia na cabeça e o sucesso está garantido. Quando se trata de negócios, essa lógica não funciona tão bem. Planejamento financeiro, estratégico e muitos outros requisitos são necessários para fazer um empreendimento se tornar realidade. Para resolver esse problema, muitas empresas recebem auxílio de incubadoras. Os organizadores do Midi Tecnológico, do Sebrae SC (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), resolveram melhorar esse processo de apoio a empreendedores. A nova etapa foi batizada de Midi 2.0 e os participantes já começam a colher os frutos da mudança.

Flávio Tin/ND
Joni Hoppen, da Aquarela, é um dos beneficiados pela incubadora

“As incubadoras surgiram há 20 anos para auxiliar as empresas, mas os processos de formação de um empreendimento mudaram. Algumas empresas nem precisam ter sede na cidade onde vai atuar. Além disso, o produto deve ser desenvolvido em tempo muito mais curto”, explicou Guilherme Bernard, presidente da Acate (Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia), que gerencia o Midi.

Entre as principais mudanças da incubadora que já colaborou com o desenvolvimento de mais de 70 empresas nos últimos 15 anos está um diagnóstico e acompanhamento mais preciso. “Podemos contar com a ajuda de antigos participantes do processo de incubação para auxiliar os empreendedores que estão passando pelo processo. Além disso, disponibilizamos cursos e programas que permitem uma consultoria mais detalhada”, firmou Guilherme.

O Midi 2.0 começou em 2013, mas só agora os participantes terão acesso a programas de acompanhamento e de gestão. Atualmente, são 17 empresas incubadas pelo Midi. “O empreendedor tem acesso a várias vantagens, que vão desde a possibilidade de verba através do Sebrae SC até consultorias e cursos. Para isso, basta se inscrever no nosso site (www.miditecnologico.com.br) e esperar abrir vagas”, citou Gabriel Sant’Ana, coordenador do Midi.

Com a cara do Brasil

O livro que o analista de sistemas Joni Hoppen, 31, começou a preparar em 2012 com o sócio Marcos Santos, 37, acabou não sendo publicado, mas gerou um bom fruto: a Aquarela. Com nome bem brasileiro, a pequena startup investe na evolução da internet. “Queremos ser líder nacional em web 3.0 até 2019. A web 1.0 é aquela onde as publicações podem ser apenas lidas; a 2.0 já tem uma interação, como os blog; e a 3.0 vem com um algoritmo de inteligência que permite o computador interagir. Por exemplo, quando você busca no uma palavra no Google, o próprio programa pergunta se a palavra está certa ou você pretendia escrever outra coisa”, disse.

Ainda em fase de pesquisas sobre um produto próprio, a Aquarela já vê bons resultados após um ano na incubadora Midi 2.0. “Em termos de faturamento, ainda não temos resultados expressivos, mas dobramos o número de funcionários e crescemos muito em visibilidade”, contou Joni.

O empreendedor ainda revela que o acompanhamento pela incubadora ajudou na principal deficiência da empresa. “O midi serviu para a gente colocar o pé no chão e ver como as coisas funcionam. Quando você vai entrar no mercado é preciso ter uma estrutura comercial bem organizada é o ponto fraco de qualquer empresa de tecnologia. Não chega a 1% o número de empreendedores que pensam nisso, e é onde muitas empresas acabam errando”, comentou.

Persistência e criatividade

Na primeira vez que tentou uma vaga na incubadora Midi Tecnológico, a GH3 ficou na fase final de entrevistas. Eles melhoraram o planejamento, aproveitaram as dicas do processo seletivo anterior e conseguiram entrar ano passado. “Insistimos porque sabemos que o crescimento de uma empresa incubada é muito maior do que o normal. Os contatos que você faz e as dicas de empresários do setor são muito úteis”, afirmou Cleiber Maum dos sócios da GH3.

Antes de fundar a GH3, Cleiber e o sócio Rodrigo de Souza, 27, chegaram a vencer o prêmio Sinapse de Inovação para a Indústria em 2012. “Criamos uma câmera que se orientava por voz. O objetivo é que ela fosse usada em conferências. Mas paramos esse projeto e hoje fazemos outros de hardware (parte física de computadores) para outras empresas”, explicou Cleiber.

“Para empreender é preciso montar um quebra-cabeça, mas antes é preciso saber quais são as peças”. A afirmação de Cleiber é para explicar como a incubadora auxiliou a GH3 no mesmo ponto fraco que a Aquarela: organização financeira. “Temos uma formação técnica, então essa parte de planejamento, vendas e contabilidade eram desconhecidas para a gente. Esse foi o ponto onde avançamos mais”, contou.

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